{"id":563,"date":"2023-10-11T16:17:28","date_gmt":"2023-10-11T20:17:28","guid":{"rendered":"https:\/\/editora.uea.edu.br\/?p=563"},"modified":"2023-10-11T16:17:29","modified_gmt":"2023-10-11T20:17:29","slug":"sobreviver-por-sonhos-invisiveis-a-exploracao-das-criancas-nas-feiras-de-manaus","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/editora.uea.edu.br\/?p=563","title":{"rendered":"<strong>Sobre(viver) por sonhos invis\u00edveis: a explora\u00e7\u00e3o das crian\u00e7as nas Feiras de Manaus<\/strong>"},"content":{"rendered":"\n<p>Evelyn Noronha, Doutora em Educa\u00e7\u00e3o, acertou em cheio ao escrever o livro <em>As crian\u00e7as&nbsp;perambulantes-trabalhadoras, trabalhadoras-perambulantes nas feiras de Manaus: um olhar a partir da Sociologia da Inf\u00e2ncia<\/em>. Sua abordagem metodol\u00f3gica e humana, acerca do trabalho infantil, \u00e9 algo que traz reflex\u00f5es sobre a realidade ao nosso redor.<\/p>\n\n\n\n<p>Sua obra, de forma geral, aborda uma s\u00e9rie de perguntas: O trabalho infantil \u00e9 uma patologia, ou seja, algo doentio para a sociedade e que deve ser erradicado a todo custo? \u00c9 uma necessidade perversa da sociedade ou \u00e9 a explora\u00e7\u00e3o dos recursos humanos atrav\u00e9s da participa\u00e7\u00e3o de crian\u00e7as no mercado de trabalho, para que o sistema econ\u00f4mico capitalista funcione de maneira eficaz?<\/p>\n\n\n\n<p>A partir do olhar tra\u00e7ado pelo amparo disciplinar da Sociologia da Inf\u00e2ncia, a autora percorre os locais de Manaus onde s\u00e3o mais evidentes a explora\u00e7\u00e3o cotidiana de crian\u00e7as. Com base nisso, ela chega a um entendimento de que as crian\u00e7as e os jovens envolvidos nesses tipos de explora\u00e7\u00e3o n\u00e3o apenas executam tarefas de trabalho, mas tamb\u00e9m atribuem como forma de escapismo significados e desenvolvem viv\u00eancias pessoais em torno disso. Portanto, a autora aponta que essa cultura da explora\u00e7\u00e3o vai al\u00e9m de casos isolados, pois envolve normas sociais e valores compartilhados afirmados pela classe dominante.<\/p>\n\n\n\n<p>O primeiro cap\u00edtulo, de forma geral, descreve os espa\u00e7os em que ocorreram as coletas de dados da pesquisa, sendo a maior parte da observa\u00e7\u00e3o feita na Feira Manaus Moderna, onde, conforme a pesquisadora, as crian\u00e7as e os adolescentes enfrentam problemas que v\u00e3o al\u00e9m da explora\u00e7\u00e3o de sua m\u00e3o de obra, tais quais: pedofilia, prostitui\u00e7\u00e3o, uso de drogas e abandono parental. O restante do cap\u00edtulo busca compreender, por meio de uma investiga\u00e7\u00e3o, a constru\u00e7\u00e3o da imagem da crian\u00e7a trabalhadora e como elas interagem no espa\u00e7o que \u00e9 destinado aos adultos. Com isso, a autora afirma que apesar de estarem inseridas em um contexto em que s\u00e3o exploradas continuamente, as crian\u00e7as procuram nesses espa\u00e7os uma maneira de se divertirem.<\/p>\n\n\n\n<p>Continuando, Evelyn Noronha descreve a feira como um lugar dos <em>despossu\u00eddos<\/em>, isto \u00e9, de pessoas que possuem seus direitos humanos sonegados total ou parcialmente. O cap\u00edtulo, por fim, ressalta o qu\u00e3o importante \u00e9 saber como essas crian\u00e7as marginalizadas socialmente pensam e se percebem no mundo, e aponta a import\u00e2ncia de olh\u00e1-las a partir de suas viv\u00eancias e contextos de influ\u00eancias.<\/p>\n\n\n\n<p>No segundo cap\u00edtulo, o livro discute a constru\u00e7\u00e3o da inf\u00e2ncia na Hist\u00f3ria, abrangendo desde uma \u00e9poca em que \u201ca inf\u00e2ncia era apenas uma fase sem import\u00e2ncia [&#8230;]\u201d (ARI\u00c9S, 1981, p. 21 <em>apud<\/em> &nbsp;NORONHA, 2021, p. 47), &nbsp;com as crian\u00e7as sendo vistas como fr\u00e1geis e insignificantes, no s\u00e9culo XVII, at\u00e9 um per\u00edodo em que os \u201cadultos e crian\u00e7as aprendiam juntos [&#8230;]\u201d (NORONHA, 2021, p. 47), no s\u00e9culo XIX. Ap\u00f3s isso, seu percurso hist\u00f3rico continua abordando agora a fase das crian\u00e7as no Brasil. Por fim, o cap\u00edtulo discorre a respeito da inf\u00e2ncia moderna sob diferentes autores e abordagens: na psicologia do desenvolvimento Jean Piaget, em sua teoria, explica como o indiv\u00edduo, desde o nascimento, constr\u00f3i o conhecimento; na antropologia, afirma-se que n\u00e3o h\u00e1 vis\u00e3o sem preconceito; na sociologia, temos a concep\u00e7\u00e3o de v\u00e1rios soci\u00f3logos: Durkheim atrav\u00e9s do conceito da socializa\u00e7\u00e3o, compreendendo que a crian\u00e7a deveria ser socializada pelos adultos; para Max Weber, a educa\u00e7\u00e3o da crian\u00e7a deve ser para prepar\u00e1-la para exercer as fun\u00e7\u00f5es que a transforma\u00e7\u00e3o causada pela socializa\u00e7\u00e3o da vida lhes colocou, visto que a racionaliza\u00e7\u00e3o e a burocratiza\u00e7\u00e3o alteram o modo de educar.<\/p>\n\n\n\n<p>Evelyn Noronha aponta que a crian\u00e7a \u00e9 considerada muitas vezes como despesa para os adultos respons\u00e1veis, ent\u00e3o o trabalho vem para educ\u00e1-la e disciplin\u00e1-la para o futuro. Nesse sentido, a autora salienta que a explora\u00e7\u00e3o da m\u00e3o de obra infantil passa a ser percebida como natural, pois, desta maneira, essa atividade assume um papel moralizante na vida da crian\u00e7a, associando tal pr\u00e1tica diretamente \u00e0 honestidade. Portanto, segundo Noronha, saber disso \u00e9 muito importante pois ajuda a compreender a l\u00f3gica nefasta da nossa sociedade e as rela\u00e7\u00f5es com as piores formas de trabalho infantil, permitindo, atrav\u00e9s de an\u00e1lises, avaliar o seu impacto em rela\u00e7\u00e3o aos direitos das crian\u00e7as.<\/p>\n\n\n\n<p>O terceiro cap\u00edtulo faz uma an\u00e1lise do trabalho de crian\u00e7as que perambulam em troca de sustento nas feiras de Manaus. E, j\u00e1 que \u00e9 importante entender a situa\u00e7\u00e3o do ambiente e das pessoas, a pesquisa da autora foi feita de forma quantitativa e qualitativa, pois tinha como motiva\u00e7\u00e3o entender as feiras, o que os feirantes pensam sobre o trabalho infantil e o que os Conselheiros Tutelares pensam a respeito dos direitos das crian\u00e7as nesse contexto. A conclus\u00e3o apresentada pela autora \u00e9 a de que as crian\u00e7as demonstraram uma grande capacidade para refletirem sobre quest\u00f5es sociais e, por acabarem crescendo nesse ambiente, ela aponta que muitos feirantes entendem que o trabalho das crian\u00e7as, como j\u00e1 comentado anteriormente, n\u00e3o \u00e9 uma explora\u00e7\u00e3o, mas algo normal.<\/p>\n\n\n\n<p>O quarto cap\u00edtulo aborda exclusivamente os direitos das crian\u00e7as, apresentando \u00f3rg\u00e3os como a OIT (Organiza\u00e7\u00e3o Internacional do Trabalho), que considera que desde que os trabalhos em que as crian\u00e7as participem n\u00e3o atrapalhem a sua sa\u00fade, o seu desenvolvimento pessoal e n\u00e3o interfira nos seus estudos, \u00e9, em geral, considerado positivo. Em contraste a essa ideia, a autora aponta que o trabalho infantil, tendo em vista sua pesquisa, \u00e9 aquele que priva as crian\u00e7as de sua inf\u00e2ncia, que atrapalha o seu potencial de desenvolvimento e sua dignidade, al\u00e9m de, claro, ser prejudicial \u00e0 sa\u00fade f\u00edsica e mental.<\/p>\n\n\n\n<p>Por fim, o quinto cap\u00edtulo conclui que as crian\u00e7as s\u00e3o exploradas n\u00e3o somente nas feiras de Manaus, mas tamb\u00e9m por outros contextos sociais, pois, s\u00e3o, de forma geral, de uma classe marginalizada socialmente. Nessas feiras, conforme a pesquisadora, as crian\u00e7as n\u00e3o possuem op\u00e7\u00e3o de escolha entre trabalhar ou n\u00e3o, pois entendem que seus trabalhos s\u00e3o necess\u00e1rios para a contribui\u00e7\u00e3o no or\u00e7amento familiar. A autora exp\u00f5e que algumas crian\u00e7as se mostram indignadas com a explora\u00e7\u00e3o, pois sabem que deveriam estar estudando, brincando e se divertindo, mas est\u00e3o trabalhando. Ent\u00e3o, s\u00f3 lhes restam submeter as suas esperan\u00e7as ao futuro, j\u00e1 que o presente \u00e9 de trabalho \u00e1rduo. Em linhas gerais, conclui-se que apenas pelo fato de as crian\u00e7as conseguirem for\u00e7as para sonhar, comprova-se que elas s\u00e3o mais fortes do que muitos adultos jamais ser\u00e3o a sua vida inteira.<\/p>\n\n\n\n<p>Evelyn Noronha acredita que \u00e9 crucial repensar como vamos abordar todos esses problemas. Al\u00e9m disso, frisa o quanto \u00e9 importante envolver e mobilizar as pr\u00f3prias crian\u00e7as na prote\u00e7\u00e3o de seus direitos por meio de projetos de conscientiza\u00e7\u00e3o e educa\u00e7\u00e3o, pois as crian\u00e7as devem se divertir, brincar e, principalmente, ser livres.<\/p>\n\n\n\n<p>Ficou interessado?<\/p>\n\n\n\n<p>Para saber mais sobre a obra, entre em contato com a Editora UEA atrav\u00e9s de nossas redes sociais. 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