{"id":554,"date":"2023-09-15T10:07:07","date_gmt":"2023-09-15T14:07:07","guid":{"rendered":"https:\/\/editora.uea.edu.br\/?p=554"},"modified":"2023-09-15T10:07:09","modified_gmt":"2023-09-15T14:07:09","slug":"por-indigenas-e-negros-libertos-um-olhar-etnico-sobre-o-amazonas-do-seculo-xix","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/editora.uea.edu.br\/?p=554","title":{"rendered":"<strong>Por ind\u00edgenas e negros libertos \u2013 Um olhar \u00e9tnico sobre o Amazonas do s\u00e9culo XIX<\/strong>"},"content":{"rendered":"\n<p>Em setembro, o livro do m\u00eas escolhido pela Editora UEA foi <em>Nascidos no Gr\u00eamio da Sociedade: racializa\u00e7\u00e3o e mesti\u00e7agem entre os trabalhadores na prov\u00edncia do Amazonas (Brasil, s\u00e9c. XIX)<\/em>, escrito pelo historiador Tenner Inauhiny de Abreu. Nele, o autor fala sobre a forma\u00e7\u00e3o da classe trabalhadora na Prov\u00edncia do Amazonas no s\u00e9culo XIX, com foco na quest\u00e3o da racializa\u00e7\u00e3o e mesti\u00e7agem entre os trabalhadores. Ele apresenta uma an\u00e1lise hist\u00f3rica detalhada sobre a forma\u00e7\u00e3o da classe trabalhadora na regi\u00e3o, destacando a import\u00e2ncia dos gr\u00eamios como espa\u00e7os de sociabilidade e organiza\u00e7\u00e3o dos trabalhadores. Inauhiny tamb\u00e9m discute sobre a miscigena\u00e7\u00e3o, a diversidade \u00e9tnica e cultural da regi\u00e3o, o contexto do nascimento de uma classe, a import\u00e2ncia dos gr\u00eamios e a rela\u00e7\u00e3o entre ra\u00e7a e classe na forma\u00e7\u00e3o da classe trabalhadora.<\/p>\n\n\n\n<p>No cap\u00edtulo 1 do livro, o autor cria um pequeno panorama historiogr\u00e1fico a respeito do mundo do trabalho e da escravid\u00e3o, assim como aborda a quest\u00e3o da racializa\u00e7\u00e3o e mesti\u00e7agem entre os trabalhadores na Prov\u00edncia do Amazonas no s\u00e9culo XIX. Inauhiny analisa como a miscigena\u00e7\u00e3o entre ind\u00edgenas, negros e brancos foi vista e interpretada na \u00e9poca, tanto pela elite quanto pelos pr\u00f3prios trabalhadores. Ele fala sobre os gr\u00eamios como espa\u00e7os de sociabilidade e organiza\u00e7\u00e3o dos trabalhadores, que muitas vezes eram formados por pessoas de diferentes origens \u00e9tnicas. Al\u00e9m disso, tamb\u00e9m discute as diferentes estrat\u00e9gias utilizadas pelos trabalhadores para lidar com a quest\u00e3o da mesti\u00e7agem, como a valoriza\u00e7\u00e3o da \u201cbranquitude\u201d e a busca por uma identidade coletiva baseada na classe social.<\/p>\n\n\n\n<p>Em especial, nas \u00faltimas se\u00e7\u00f5es deste cap\u00edtulo, o escritor aponta as no\u00e7\u00f5es de ra\u00e7a introduzidas no s\u00e9culo XIX e como elas foram usadas para justificar as sociedades escravagistas. No entanto, ele conclui, em contraponto a este pensamento, com base nos estudos de Rangel Netto, que o processo da mesti\u00e7agem ocorre desde sempre, em maior ou menor grau, e \u00e9 o processo natural de qualquer sociedade, uma vez que dificilmente exista uma entidade viva de origem pura ou est\u00e1tica.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 no cap\u00edtulo 2, Inauhiny aborda a composi\u00e7\u00e3o \u00e9tnica e social da Prov\u00edncia do Amazonas no s\u00e9culo XIX, destacando a presen\u00e7a de diferentes grupos na regi\u00e3o, incluindo ind\u00edgenas, brancos e negros (escravos ou libertos), assim como as tens\u00f5es e conflitos entre eles. O autor tamb\u00e9m fala sobre a import\u00e2ncia dos jornais da \u00e9poca como fonte de informa\u00e7\u00e3o sobre a sociedade provincial e a presen\u00e7a de escravos e libertos na regi\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Na se\u00e7\u00e3o 2.1, o historiador destaca a presen\u00e7a dos grupos ind\u00edgenas na regi\u00e3o, que eram descritos em documentos oficiais como \u201cpopula\u00e7\u00e3o civilizada\u201d, al\u00e9m de outros termos como caboclos, tapuios e gentios. Al\u00e9m disso, ele menciona a din\u00e2mica urbana da cidade de Manaus a partir de 1850, que estava relacionada ao crescimento da capital da Prov\u00edncia e \u00e0 maior circula\u00e7\u00e3o de bens e mercadorias na regi\u00e3o. Era not\u00e1vel a presen\u00e7a de uma popula\u00e7\u00e3o multi\u00e9tnica na Prov\u00edncia, composta por brancos, negros (escravos ou libertos) e mesti\u00e7os, al\u00e9m de estrangeiros que circulavam pela regi\u00e3o. Depois, os jornais da \u00e9poca s\u00e3o uma grande fonte de informa\u00e7\u00e3o sobre a sociedade provincial, refletindo as tens\u00f5es e conflitos entre os diferentes grupos \u00e9tnicos e sociais.<\/p>\n\n\n\n<p>Na se\u00e7\u00e3o 2.3, \u00e9 abordada a quest\u00e3o dos escravos e libertos e a import\u00e2ncia desses grupos na economia local, especialmente na produ\u00e7\u00e3o de borracha e na constru\u00e7\u00e3o de edif\u00edcios p\u00fablicos e privados. Al\u00e9m disso, o autor relata a forma como os escravos eram tratados na regi\u00e3o, a viol\u00eancia e a explora\u00e7\u00e3o a que eram submetidos. Por \u00faltimo, o historiador menciona a import\u00e2ncia da aboli\u00e7\u00e3o da escravid\u00e3o na regi\u00e3o, que ocorreu em 1884, e seus impactos na sociedade provincial.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao longo do cap\u00edtulo 3, o historiador trata da representa\u00e7\u00e3o dos trabalhadores nos jornais da Prov\u00edncia do Amazonas no s\u00e9culo XIX, com destaque \u00e0 import\u00e2ncia desses peri\u00f3dicos como fonte de informa\u00e7\u00e3o e espa\u00e7o de debate sobre a quest\u00e3o do trabalho e da escravid\u00e3o na regi\u00e3o. Tamb\u00e9m exp\u00f5e a presen\u00e7a de estere\u00f3tipos e preconceitos raciais na forma como os trabalhadores eram retratados nos jornais, al\u00e9m de analisar a forma como os conflitos sociais eram noticiados.<\/p>\n\n\n\n<p>Na primeira se\u00e7\u00e3o deste cap\u00edtulo, o historiador enfatiza a relev\u00e2ncia dos jornais como fonte de informa\u00e7\u00f5es sobre a vida cotidiana dos trabalhadores, especialmente os escravos e libertos, enquanto na se\u00e7\u00e3o 3.2, ele aborda a forma como os jornais retratavam os trabalhadores, especialmente a presen\u00e7a de estere\u00f3tipos e preconceitos raciais.<\/p>\n\n\n\n<p>Para ilustrar esta sociedade, no final do cap\u00edtulo 3, Inauhiny narra a trajet\u00f3ria de Daniel Pedro Marques de Oliveira. Daniel nasceu na Prov\u00edncia do Par\u00e1, filho da escrava de seu pai. Sendo tamb\u00e9m escravizado, ele logo adotou a estrat\u00e9gia de encontrar nas ordens religiosas o acesso a oportunidades e, durante as d\u00e9cadas de 1860 e 1870, exerceu atividades de destaque como professor e deputado provincial. Como deputado, ele denunciou a manuten\u00e7\u00e3o irregular de uma mulher como cativa na Vila de Silves e defendeu os direitos da cidad\u00e3. Ele construiu uma rede de rela\u00e7\u00f5es sociais e pol\u00edticas que lhe garantiram relativo sucesso em seus objetivos, incluindo sua ascens\u00e3o social e sua atua\u00e7\u00e3o como deputado e vice-presidente da Assembleia provincial. Al\u00e9m disso, tamb\u00e9m foi acusado de cumplicidade no a\u00e7oitamento de escravos fugidos e defendeu autoridades p\u00fablicas acusadas de persegui\u00e7\u00e3o pol\u00edtica.<\/p>\n\n\n\n<p>Por fim, \u201cNascidos no Gr\u00eamio da Sociedade: racializa\u00e7\u00e3o e mesti\u00e7agem entre os trabalhadores na prov\u00edncia do Amazonas (Brasil, s\u00e9c. XIX)\u201d nos oferece uma perspectiva \u00fanica, uma vez que aborda a forma\u00e7\u00e3o da classe trabalhadora da Regi\u00e3o Norte do Brasil. A complexa teia de racializa\u00e7\u00e3o, mesti\u00e7agem e estratifica\u00e7\u00e3o social que caracterizava essa sociedade se torna cada vez mais fascinante ap\u00f3s esta leitura. O autor habilmente explora as nuances das rela\u00e7\u00f5es \u00e9tnicas e culturais entre ind\u00edgenas, negros libertos e brancos, demonstrando como esses grupos interagiam, organizavam-se em gr\u00eamios e sobreviviam \u00e0 escravid\u00e3o e \u00e0 opress\u00e3o racial.<\/p>\n\n\n\n<p>Este livro nos convida a compreender melhor a rica e complexa tape\u00e7aria social do Amazonas do s\u00e9culo XIX e entender a import\u00e2ncia de dar mais aten\u00e7\u00e3o \u00e0s trajet\u00f3rias dos trabalhadores mesti\u00e7os. Em suma, \u201cNascidos no Gr\u00eamio da Sociedade: racializa\u00e7\u00e3o e mesti\u00e7agem entre os trabalhadores na prov\u00edncia do Amazonas (Brasil, s\u00e9c. XIX)\u201d \u00e9 uma leitura essencial para aqueles que desejam explorar a hist\u00f3ria da forma\u00e7\u00e3o da classe trabalhadora no Brasil, especificamente no Amazonas, e suas complexas din\u00e2micas raciais, em especial numa regi\u00e3o com tamanha presen\u00e7a de ind\u00edgenas, pretos e pardos.<\/p>\n\n\n\n<p>Ficou interessado?<\/p>\n\n\n\n<p>Para saber mais sobre a obra, entre em contato com a Editora UEA atrav\u00e9s de nossas redes sociais. 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