{"id":529,"date":"2023-07-21T09:55:08","date_gmt":"2023-07-21T13:55:08","guid":{"rendered":"https:\/\/editora.uea.edu.br\/?p=529"},"modified":"2023-08-23T08:34:24","modified_gmt":"2023-08-23T12:34:24","slug":"a-ascensao-de-uma-estrela-negra-a-vida-e-carreira-de-ruth-de-souza","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/editora.uea.edu.br\/?p=529","title":{"rendered":"A ascens\u00e3o de uma estrela negra: a vida e obra de Ruth de Souza"},"content":{"rendered":"\n<p>Como proposta de leitura para o m\u00eas de julho, a Editora UEA apresenta o livro <em>Uma estrela negra no teatro brasileiro: rela\u00e7\u00f5es raciais e de g\u00eanero nas mem\u00f3rias de Ruth de Souza<\/em>, escrito pelo professor doutor Julio Claudio da Silva<em>. <\/em>Nesta obra \u00e9 exaltada a import\u00e2ncia da atriz negra Ruth de Souza no contexto social brasileiro de 1945-1952 e re\u00fane informa\u00e7\u00f5es acerca do contexto pol\u00edtico-cultural do Brasil no s\u00e9culo XX.<\/p>\n\n\n\n<p>O livro \u00e9 dividido em duas partes, a primeira<em> &#8211; Os primeiros anos das atua\u00e7\u00f5es de Ruth de Souza e do Teatro Experimental do Negro<\/em> e a segunda &#8211; <em>Arquivar, lembrar e esquecer<\/em>. Na primeira parte, Julio Claudio apresenta os anos iniciais da atriz, especificamente no TEN (Teatro Experimental do Negro), enquanto a segunda \u00e9 focada no \u201carquivamento\u201d da vida e trabalho de Ruth de Souza.<\/p>\n\n\n\n<p>Na introdu\u00e7\u00e3o do livro, o autor busca explicar as motiva\u00e7\u00f5es socioculturais que permeavam a sociedade brasileira na metade do s\u00e9culo XX. Partindo do questionamento: \u201ctodos t\u00eam direitos pol\u00edticos, mas todos quem?\u201d (SILVA, 2017, p. 21), ele relaciona os conceitos de cidadania e escravid\u00e3o, e como a exclus\u00e3o pol\u00edtica das pessoas escravizadas afetou o desenvolvimento da sociedade e a moldou a partir do paradigma escravagista, reverberando at\u00e9 os dias de hoje.<\/p>\n\n\n\n<p>Ap\u00f3s desenvolver uma breve contextualiza\u00e7\u00e3o da obra, Julio Claudio apresenta no primeiro cap\u00edtulo da parte um,<em> G\u00eanero, mem\u00f3ria, hist\u00f3ria e cultura afro-brasileira<\/em>, uma discuss\u00e3o conceitual dos termos mencionados no t\u00edtulo e, em seguida, traz depoimentos da atriz a respeito dos seus primeiros dias no TEN. Em um dos relatos coletados pelo autor, Ruth de Souza menciona quando foi ao cinema pela primeira vez, ainda crian\u00e7a e, conforme ela, aquele foi o momento em que surgiu o seu primeiro pensamento de ser atriz e como isso seria imposs\u00edvel devido ao contexto social do pa\u00eds nos anos 20. Foi por meio do TEN que Ruth obteve sua primeira oportunidade de atua\u00e7\u00e3o e, a partir dele, proje\u00e7\u00e3o na sua carreira.<\/p>\n\n\n\n<p>No segundo cap\u00edtulo, o escritor apresenta relatos de temas como: o Caf\u00e9 Vermelhinho e as redes de sociabilidades; a passagem do teatro para o cinema e os estudos nos Estados Unidos. Nos depoimentos do cap\u00edtulo, a atriz fala desses temas com trechos de peri\u00f3dicos e revistas em m\u00e3os, tais que est\u00e3o presentes no seu acervo pessoal. Ao longo dos relatos, ela tamb\u00e9m faz coment\u00e1rios a respeito das quest\u00f5es raciais da \u00e9poca. O autor organizou essa parte em continuidade cronol\u00f3gica, come\u00e7ando pelo sonho de crian\u00e7a de Ruth, passando pelos seus anos no TEN at\u00e9 a sua consolida\u00e7\u00e3o como atriz, a Estrela Negra.<\/p>\n\n\n\n<p>O terceiro cap\u00edtulo, que inicia a segunda parte da obra, tem por t\u00edtulo: <em>Arquivamento de si e do Teatro Experimental do Negro<\/em>. Aqui o professor destaca o processo de arquivamento da vida de Ruth por ela mesma, e como ao longo do tempo as coisas recordadas foram diminuindo. Neste cap\u00edtulo, tamb\u00e9m \u00e9 apresentado como ocorreu a consolida\u00e7\u00e3o do TEN e dos seus objetivos expressos naquela \u00e9poca. Al\u00e9m disso, \u00e9 mostrado que a atriz Bibi Ferreira cedeu um espa\u00e7o do Teatro F\u00eanix para as apresenta\u00e7\u00f5es do TEN ap\u00f3s o v\u00ednculo com a UNE ter se encerrado.<\/p>\n\n\n\n<p>O cap\u00edtulo quatro, <em>Hist\u00f3rias do teatro nos di\u00e1logos entre palco e plateia<\/em>, come\u00e7a com a indaga\u00e7\u00e3o a respeito das possibilidades e dos limites de se ter um teatro negro nos anos 40. O autor utiliza como base para a resposta desse questionamento a cobertura da imprensa sobre algumas pe\u00e7as realizadas pelo TEN. Por fim, ele exalta e explana a import\u00e2ncia do TEN n\u00e3o s\u00f3 para o Teatro, mas tamb\u00e9m em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s quest\u00f5es sociais, pol\u00edticas e culturais da popula\u00e7\u00e3o afro-brasileiro, fundando tamb\u00e9m o chamado \u201cteatro folcl\u00f3rico brasileiro\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>No quinto cap\u00edtulo, <em>Uma grande atriz negra<\/em>, o autor se dedica a recapitular a cronologia dos trabalhos realizados por Ruth de Souza, ou melhor, a cronologia de sua vida. Nele, fica claro detalhes da vida\/carreira da atriz que n\u00e3o foram explanados nos cap\u00edtulos anteriores. Este cap\u00edtulo, em resumo, \u00e9 uma forma de exaltar a import\u00e2ncia de Ruth de Souza. Em seguida, ainda temos um cap\u00edtulo final que o professor usa para fazer suas devidas explica\u00e7\u00f5es e motiva\u00e7\u00f5es da realiza\u00e7\u00e3o desta magn\u00edfica obra, como a busca do questionamento levantado por ele: \u201c<em>s\u00e3o racializadas as rela\u00e7\u00f5es sociais na sociedade brasileira?\u201d<\/em> (SILVA, 2017, p. 21).<a><\/a><\/p>\n\n\n\n<p>A obra de Ruth Souza e o seu percurso pela vida podem ser facilmente confundidos. A import\u00e2ncia da atriz para as futuras gera\u00e7\u00f5es afro-brasileiras \u00e9 imensur\u00e1vel, o sonho de crian\u00e7a que se tornou realidade e inspirou diversas outras a seguirem seus passos, seja no Teatro ou Cinema, seja fazendo parte de movimentos sociais ou pol\u00edticos. Al\u00e9m disso, \u00e9 tamb\u00e9m uma obra interessant\u00edssima para quem deseja conhecer aspectos da cultura e sociedade brasileira das d\u00e9cadas de 40, 50 e 60.<\/p>\n\n\n\n<p>Ficou interessado?<\/p>\n\n\n\n<p>Para saber mais sobre a obra, entre em contato com a Editora UEA atrav\u00e9s de nossas redes sociais. Estamos sempre presentes no nosso&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/ueaeditora\/?igshid=YmMyMTA2M2Y%3D\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Instagram<\/a>,&nbsp;<a href=\"https:\/\/twitter.com\/UEAeditora\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Twitter<\/a>&nbsp;e&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/ueaeditora\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Facebook<\/a>!<\/p>\n\n\n\n<p>Para conhecer as nossas publica\u00e7\u00f5es digitais dispon\u00edveis de forma gratuita,&nbsp;<a href=\"http:\/\/repositorioinstitucional.uea.edu.br\/handle\/riuea\/1174\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">acesse aqui<\/a>!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Como proposta de leitura para o m\u00eas de julho, a Editora UEA apresenta o livro Uma estrela negra no teatro brasileiro: rela\u00e7\u00f5es raciais e de g\u00eanero nas mem\u00f3rias de Ruth de Souza, escrito pelo professor doutor Julio Claudio da Silva. 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