{"id":516,"date":"2023-05-18T16:31:14","date_gmt":"2023-05-18T20:31:14","guid":{"rendered":"https:\/\/editora.uea.edu.br\/?p=516"},"modified":"2023-08-23T08:43:07","modified_gmt":"2023-08-23T12:43:07","slug":"nao-permitimos-flores-nesse-jardim-reflexoes-sobre-os-processos-de-enfrentamento-ao-abuso-e-exploracao-infantil-na-cidade-de-manaus","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/editora.uea.edu.br\/?p=516","title":{"rendered":"<strong>\u201cN\u00e3o permitimos flores nesse jardim\u201d: reflex\u00f5es sobre os processos de enfrentamento ao abuso e explora\u00e7\u00e3o infantil na cidade de Manaus<\/strong>"},"content":{"rendered":"\n<p>Considerando a import\u00e2ncia da campanha <em><a href=\"https:\/\/maiolaranja.org.br\/\" data-type=\"URL\" data-id=\"https:\/\/maiolaranja.org.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Maio Laranja<\/a><\/em>, criada em alus\u00e3o ao Dia Nacional de Combate ao Abuso e \u00e0 Explora\u00e7\u00e3o Sexual contra Crian\u00e7as e Adolescentes (18\/05), a Editora UEA trouxe a obra <em>Espa\u00e7os Violados: uma leitura sobre a viol\u00eancia sexual contra crian\u00e7as e adolescentes em Manaus<\/em>, como forma de conscientizar a popula\u00e7\u00e3o sobre a necessidade de discutir e combater a viol\u00eancia sexual contra crian\u00e7as e adolescentes.<\/p>\n\n\n\n<p>No atual contexto hist\u00f3rico, a exclus\u00e3o social e os casos de viol\u00eancia se amplificaram, tais aspectos que deveriam ser amenizados pelas pol\u00edticas p\u00fablicas, simplesmente s\u00e3o silenciados, suavizados, abafados ou redirecionados. Tendo como base essa sociedade que perpetua a viol\u00eancia, o doutor em Geografia Humana, Joaquim Hudson de Souza Ribeiro, discorre em seu livro, publicado em 2013, acerca da viol\u00eancia sexual contra crian\u00e7as e adolescentes na cidade de Manaus e como os \u00f3rg\u00e3os respons\u00e1veis, a sociedade, a fam\u00edlia e as v\u00edtimas lidam com essas situa\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>O autor parte da concep\u00e7\u00e3o de <strong>espa\u00e7o<\/strong>, iniciando reflex\u00f5es quanto ao espa\u00e7o f\u00edsico: Mundo\/Brasil\/Amaz\u00f4nia\/Manaus e, atrav\u00e9s dos recortes, adentra as quest\u00f5es que envolvem o corpo e a mente dos indiv\u00edduos <strong>violentados<\/strong>. Em seu conte\u00fado, encontram-se 4 cap\u00edtulos principais que, organizados em seus subt\u00edtulos, apresentam um estudo minucioso sobre tais ocorr\u00eancias \u201cpromovendo novas reflex\u00f5es acerca da viol\u00eancia e suas diversas formas de manifesta\u00e7\u00e3o, neste espa\u00e7o regional amaz\u00f4nico\u201d (RIBEIRO, 2016, p. 50).<\/p>\n\n\n\n<p>O primeiro cap\u00edtulo, <em>A forma\u00e7\u00e3o socioespacial da Amaz\u00f4nia e a produ\u00e7\u00e3o do espa\u00e7o urbano de Manaus: viol\u00eancia, poder e subjetividade<\/em>, apresenta quest\u00f5es iniciais sobre o conceito de viol\u00eancia e seus pormenores (viol\u00eancias ignoradas pela sociedade), trazendo o papel social em meio a tais acontecimentos e como a marginaliza\u00e7\u00e3o de certas classes e suas associa\u00e7\u00f5es \u00e0 viol\u00eancia acabam por catalisar espa\u00e7os destrutivos que culminam tendo como principais v\u00edtimas mulheres e crian\u00e7as. O autor explica que Manaus foi fundada na prostitui\u00e7\u00e3o e na domina\u00e7\u00e3o de corpos alheios e como isso \u00e9 naturalizado at\u00e9 os dias de hoje. Para exemplificar, ele exp\u00f5e a subalterniza\u00e7\u00e3o da mulher oper\u00e1ria, como a sexualiza\u00e7\u00e3o de seu trabalho e sujeita \u00e0 passividade com situa\u00e7\u00f5es de inferioriza\u00e7\u00e3o e ass\u00e9dio. Ou seja, a produ\u00e7\u00e3o de ambientes que naturalizam essas viol\u00eancias impossibilita as v\u00edtimas, que se tornam invisibilizadas, de se defenderem.<\/p>\n\n\n\n<p>No segundo cap\u00edtulo, <em>Da viol\u00eancia sexual contra crian\u00e7as e adolescentes ao longo dos s\u00e9culos vista sob o panorama mundial, nacional e regional<\/em>, o escritor traz para o campo de discuss\u00e3o o processo de desenvolvimento do pensamento do que \u00e9 <em>ser crian\u00e7a<\/em> e como esses conceitos foram se transformando e adaptando \u00e0s novas formas de ser enquanto sociedade e, ao mesmo tempo, como eram mantidas caracter\u00edsticas arcaicas que desumanizam o indiv\u00edduo infantil, o submetendo a situa\u00e7\u00f5es de viol\u00eancias justific\u00e1veis atrav\u00e9s de pretextos familiares, apoiados em um discurso faloc\u00eantrico patriarcal (tanto na cultura quanto na religi\u00e3o), e como as pol\u00edticas p\u00fablicas parecem n\u00e3o dar a devida aten\u00e7\u00e3o \u00e0 causa. O autor, ainda, apresenta dados que apontam os casos de viol\u00eancia sexual de crian\u00e7as e adolescentes na Regi\u00e3o Norte do Brasil e como elas s\u00e3o entregues como turismo sexual, evidenciando uma rede de tr\u00e1fico humano, complexa e estruturada, que precisa ser combatida.<\/p>\n\n\n\n<p>Iniciando o terceiro cap\u00edtulo, <em>Uma leitura psicossocial da viol\u00eancia sexual contra crian\u00e7as e adolescentes em Manaus, a partir das den\u00fancias<\/em>, \u00e9 discutido sobre o processo de den\u00fancias e os n\u00fameros de casos apontados, pois poderiam ser superiores, se n\u00e3o fosse, em parte, pela desinforma\u00e7\u00e3o sobre o que \u00e9 a viol\u00eancia sexual e, ainda, pelos casos n\u00e3o denunciados, nos quais as crian\u00e7as e os adolescentes s\u00e3o coagidos por seus abusadores a n\u00e3o falarem sobre a viol\u00eancia ocorrida. O autor explicita neste cap\u00edtulo as discuss\u00f5es de classe e g\u00eanero, pois, as viol\u00eancias (sexuais ou n\u00e3o) s\u00e3o associadas as classes mais baixas e majoritariamente tendo como v\u00edtimas mulheres; no entanto, atrav\u00e9s de um recorte social, o autor denota que a viol\u00eancia sexual ocorre independente de classe social e de g\u00eanero. O que se percebe \u00e9 que existe a normaliza\u00e7\u00e3o do abuso de meninos (quando ocorre com uma mulher ou h\u00e1 silenciamento para n\u00e3o ferir a virilidade quando ocorre com um homem) e as condi\u00e7\u00f5es prec\u00e1rias de vida dessas classes, que tornam as crian\u00e7as mais vulner\u00e1veis a sofrerem ou serem submetidas a viol\u00eancias que prejudicar\u00e3o seu pleno desenvolvimento.<\/p>\n\n\n\n<p>O quarto e \u00faltimo cap\u00edtulo, <em>Epistemologia das redes no territ\u00f3rio, seus nexos e a rede de servi\u00e7os \u00e0s v\u00edtimas de viol\u00eancia sexual<\/em>, discorre sobre as redes de comunica\u00e7\u00f5es e seu desenvolvimento em uma sociedade capitalista, no qual, primariamente, tinha como objetivo o acesso \u00e0s informa\u00e7\u00f5es por todos, por\u00e9m, tal realidade n\u00e3o ocorre. O autor d\u00e1 o enfoque na <em>rede de enfrentamento da viol\u00eancia sexual contra crian\u00e7as e adolescentes<\/em>, que acaba por ser mal estruturada e n\u00e3o atende plenamente \u00e0s v\u00edtimas, desatentando as suas diversas causas. Atrav\u00e9s da conscientiza\u00e7\u00e3o aos leitores acerca da prepara\u00e7\u00e3o de lugares bem estruturados e acolhedores, busca a reflex\u00e3o de a cria\u00e7\u00e3o de uma rede de den\u00fancias na qual n\u00e3o exija que a crian\u00e7a reviva a cada novo centro de atendimento a experi\u00eancia do abuso, que ultrapasse a mod\u00e9stia e realmente d\u00ea suporte para as v\u00edtimas e seus familiares.<\/p>\n\n\n\n<p>Em s\u00edntese, o livro apresenta uma an\u00e1lise dos aspectos geogr\u00e1ficos e psicossociais da cidade de Manaus em detrimento dos casos de viol\u00eancia contra a crian\u00e7a e adolescente, e aponta que, mesmo com diversos avan\u00e7os na \u00e1rea, todo o sistema de enfrentamento ainda precisa de apoio tanto social, rompendo a <em>s\u00edndrome do segredo<\/em>, quanto pol\u00edtico para, desta forma, poder desenvolver uma sociedade mais igualit\u00e1ria que ofere\u00e7a um ambiente seguro para a plena forma\u00e7\u00e3o da crian\u00e7a e do adolescente.<\/p>\n\n\n\n<p>Ficou interessado?<\/p>\n\n\n\n<p>Para saber mais sobre a obra, entre em contato com a Editora UEA atrav\u00e9s de nossas redes sociais. Estamos sempre presentes no nosso&nbsp;<a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.instagram.com\/ueaeditora\/?igshid=YmMyMTA2M2Y%3D\" target=\"_blank\">Instagram<\/a>,&nbsp;<a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/twitter.com\/UEAeditora\" target=\"_blank\">Twitter<\/a>&nbsp;e&nbsp;<a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.facebook.com\/ueaeditora\" target=\"_blank\">Facebook<\/a>!<\/p>\n\n\n\n<p>Para conhecer as nossas publica\u00e7\u00f5es digitais dispon\u00edveis de forma gratuita,&nbsp;<a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"http:\/\/repositorioinstitucional.uea.edu.br\/handle\/riuea\/1174\" target=\"_blank\">acesse aqui<\/a>!<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Considerando a import\u00e2ncia da campanha Maio Laranja, criada em alus\u00e3o ao Dia Nacional de Combate ao Abuso e \u00e0 Explora\u00e7\u00e3o Sexual contra Crian\u00e7as e Adolescentes (18\/05), a Editora UEA trouxe a obra Espa\u00e7os Violados: uma leitura sobre 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