{"id":333,"date":"2022-05-12T10:37:08","date_gmt":"2022-05-12T14:37:08","guid":{"rendered":"http:\/\/172.16.1.155\/?p=333"},"modified":"2022-06-15T12:00:52","modified_gmt":"2022-06-15T16:00:52","slug":"ha-espaco-para-riso-e-humor-na-literatura-brasileira","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/editora.uea.edu.br\/?p=333","title":{"rendered":"H\u00e1 espa\u00e7o para riso e humor na literatura brasileira?"},"content":{"rendered":"\n<p>No dia primeiro de maio (01\/05) \u00e9 comemorado o Dia da Literatura Brasileira e, pensando nisso, indicamos para leitura a obra <strong><em>A<\/em> <em>Antitradi\u00e7\u00e3o Liter\u00e1ria Brasileira<\/em><\/strong>, de Gleidys Maia, publicada em 2013 pela Editora UEA.<\/p>\n\n\n\n<p>Com o estudo voltado para o\nmodernismo brasileiro e a tradi\u00e7\u00e3o do riso, a autora traz as obras de Oswald de\nAndrade e Murilo Mendes como objetos de an\u00e1lise, para que, atrav\u00e9s deles,\nconstrua debates sobre conceitos est\u00e9ticos como ironia, esc\u00e1rnio e par\u00f3dia,\nsubmersos na literatura brasileira, abordando a inser\u00e7\u00e3o do riso e do humor\ncomo manifesta\u00e7\u00e3o de cr\u00edticas sociais no movimento modernista. <\/p>\n\n\n\n<p>No primeiro cap\u00edtulo, <em><strong>Brincar com o fogo da intelig\u00eancia: o cen\u00e1rio liter\u00e1rio e o excesso de raz\u00e3o<\/strong><\/em>, \u00e9 apresentada a ideia dos conceitos visados dentro do pensamento modernista, uma vez que a autora estabelece uma linha de contraste para apresentar dentro do seu estudo os conceitos de tradi\u00e7\u00e3o do humor e do riso.<\/p>\n\n\n\n<p>O segundo cap\u00edtulo, dividido em tr\u00eas partes, acompanha na primeira delas, <em><strong>Melhor rir do que chorar: Vertentes liter\u00e1rias do humor e do riso<\/strong><\/em>, as discuss\u00f5es sobre as diversas fun\u00e7\u00f5es e categorias de riso e humor presentes na poesia e na l\u00edrica; em <em><strong>Carnaval versus Quaresma ou A batalha do riso e do antirriso<\/strong><\/em>, a trajet\u00f3ria pela Idade M\u00e9dia nos mostra como o riso, antes humanista, caminhou, ao longo do tempo, para o esc\u00e1rnio e a ironia como forma de protesto. E, por \u00faltimo, em <em><strong>A Ironia e o humor: itiner\u00e1rios da modernidade<\/strong><\/em>, o humor g\u00f3tico e o c\u00f4mico grotesco s\u00e3o explorados ao longo da segunda gera\u00e7\u00e3o do Romantismo.<\/p>\n\n\n\n<p>O terceiro cap\u00edtulo, tamb\u00e9m dividido em partes, apresenta em <em><strong>Eu quero ser moderno: o intelectual Oswald de Andrade e a verve ir\u00f4nica<\/strong><\/em>, a introdu\u00e7\u00e3o do Modernismo e das Vanguardas no Brasil; em <em><strong>A modernidade bate \u00e0 porta, n\u00e3o existe porta: o jeito \u00e9 rir<\/strong><\/em>, os movimentos modernistas s\u00e3o analisados historicamente, especificando os modernistas brasileiros que exaltam suas culturas e utilizam express\u00f5es de riso e met\u00e1fora; a seguir, <em><strong>Poesia Pau-Brasil: riso e revolu\u00e7\u00e3o<\/strong><\/em> aborda as caracter\u00edsticas da obra de Oswald de Andrade e contextualiza o movimento nacionalista <strong>Pau-Brasil; <em>Hist\u00f3ria do Brasil: discurso de nega\u00e7\u00e3o\/ afirma\u00e7\u00e3o do passado nacional<\/em> <\/strong>analisa minuciosamente a primeira parte, <strong><em>Hist\u00f3ria do Brasil<\/em>, da obra <em>Pau-Brasil<\/em><\/strong>, relacionando-a com a tradi\u00e7\u00e3o do riso; j\u00e1 <em><strong>Ironia e a f\u00f3rmula do discurso ing\u00eanuo: ver o pa\u00eds<\/strong><\/em> analisa o uso da ironia do poeta e continua a investigar a <strong><em>Hist\u00f3ria do Brasil<\/em> <\/strong>e o movimento nacionalista de Oswald de Andrade.<\/p>\n\n\n\n<p>O cap\u00edtulo quatro, <em><strong>Pra que chorar, se o sol j\u00e1 vai raiar: Murilo Mendes e a Hist\u00f3ria do Brasil<\/strong><\/em>, apresenta a hist\u00f3ria de Murilo Mendes na literatura e como a sat\u00edrica e o humor\u00edstico se envolviam em suas obras; em <em><strong>Fragmentos de um discurso corrosivo: sob a pena da galhofa<\/strong><\/em>, os poemas de Murilo Mendes s\u00e3o analisados em busca de identificar o tipo de humor inserido em suas obras<em>; <strong>Um lugar ao sol ou o discurso da festa profana<\/strong><\/em> continua a an\u00e1lise, mas agora com foco nas obras de <em><strong>Hist\u00f3ria do Brasil<\/strong><\/em>, com a autora estudando a sat\u00edrica trazida pelo poeta e, em <em><strong>O realismo sat\u00edrico da poesia muriliana e a dessacraliza\u00e7\u00e3o do discurso hist\u00f3rico<\/strong><\/em>, \u00e9 finalizada a investiga\u00e7\u00e3o na poesia de Murilo Mendes, com observa\u00e7\u00f5es sobre os tra\u00e7os de piada e humor nos poemas de<em> <strong>Hist\u00f3ria do Brasil<\/strong><\/em>, levando em considera\u00e7\u00e3o o homem brasileiro e a sua hist\u00f3ria.<\/p>\n\n\n\n<p>Por \u00faltimo, o quinto cap\u00edtulo, <em><strong>A antitradi\u00e7\u00e3o liter\u00e1ria brasileira: uma po\u00e9tica do riso<\/strong><\/em>, finaliza considerando os tra\u00e7os humor\u00edsticos e carnavalescos na arte brasileira, concluindo como o riso \u00e9 manifesta\u00e7\u00e3o, \u00e9 cr\u00edtica, grotesco e tamb\u00e9m reflex\u00e3o. <\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote\"><p> Todas essas formas de humor pairam no inconsciente coletivo do brasileiro que, e apesar de tudo, tem prazer em rir de tudo. <\/p><cite> <em>MAIA, 2013, p. 133<\/em> <\/cite><\/blockquote>\n\n\n\n<p>Considerando todos os tipos de\nmanifestos que circulam na sociedade brasileira hoje, \u00e9 indubit\u00e1vel que o humor\nesteja inserido como arte e cr\u00edtica. Ainda, o movimento nacionalista e\nmodernista do Brasil teve papel importante ao denunciar atrav\u00e9s da pr\u00f3pria arte\ncomo o Brasil \u00e9 ferido e, mesmo assim, belo. \u00c0s vezes buscando o riso alheio,\nem outras completamente hostil e \u00e1cido, \u00e9 extraordin\u00e1rio como a tradi\u00e7\u00e3o do\nriso consegue criar autenticidade entre diversos momentos dentro da literatura.\n<\/p>\n\n\n\n<p>Em s\u00edntese, a obra \u00e9 relevante e merece ser lida e discutida pois, entre outras coisas, reflete sobre o fato de o humor ser uma das vias para a express\u00e3o existencialista do brasileiro, e, sobre como os primeiros artistas do movimento modernista trouxeram para a identidade nacional outras formas de protesto e significa\u00e7\u00e3o de valores dentro da nossa literatura t\u00e3o pouco valorizada. <\/p>\n\n\n\n<p>Ficou interessado?<\/p>\n\n\n\n<p>Para ter mais informa\u00e7\u00f5es de como acess\u00e1-lo, envie um e-mail para editora@uea.edu.br <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No dia primeiro de maio (01\/05) \u00e9 comemorado o Dia da Literatura Brasileira e, pensando nisso, indicamos para leitura a obra A Antitradi\u00e7\u00e3o Liter\u00e1ria Brasileira, de Gleidys Maia, publicada em 2013 pela Editora UEA. 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