{"id":2341,"date":"2026-01-28T10:24:52","date_gmt":"2026-01-28T14:24:52","guid":{"rendered":"https:\/\/editora.uea.edu.br\/?p=2341"},"modified":"2026-01-28T10:25:08","modified_gmt":"2026-01-28T14:25:08","slug":"a-poetica-da-animalidade-leituras-criticas-da-obra-jaula-de-astrid-cabral","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/editora.uea.edu.br\/?p=2341","title":{"rendered":"A po\u00e9tica da animalidade: leituras cr\u00edticas da obra &#8220;Jaula&#8221; de Astrid Cabral"},"content":{"rendered":"\n<p>Para o m\u00eas de janeiro, a Editora UEA seleciona como livro do m\u00eas a obra <em>Das possibilidades do imposs\u00edvel: leituras das animalidades em Jaula, de Astrid Cabral<\/em>, publicada em 2025, por Jamerson Eduardo Reis. A obra prop\u00f5e uma leitura cr\u00edtica, sens\u00edvel e teoricamente consistente da po\u00e9tica de Astrid Cabral, tomando como foco a colet\u00e2nea de poemas de <em>Jaula<\/em> (2006), na qual os animais deixam de ocupar um lugar perif\u00e9rico para se tornarem o centro da reflex\u00e3o liter\u00e1ria e filos\u00f3fica. O livro estrutura-se em tr\u00eas partes centrais: \u201cQuest\u00f5es de fronteira\u201d; \u201c<a>O Espelho de P\u00e3: figura\u00e7\u00f5es e desfigura\u00e7\u00f5es do vivente<\/a>\u201d; e \u201cBesti\u00e1rios: uma jaula\u201d. Com essa divis\u00e3o, Reis desenha um percurso te\u00f3rico que vai da desconstru\u00e7\u00e3o das hierarquias humanas\/animais at\u00e9 a elabora\u00e7\u00e3o de uma nova forma de ler, pensar e sentir a vida n\u00e3o humana.<\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:45px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<p><strong>Quest\u00f5es de Fronteira<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A primeira parte dedica-se a desmontar os aparatos filos\u00f3ficos que, desde Arist\u00f3teles a Heidegger, consolidaram a separa\u00e7\u00e3o entre humanidade e animalidade. Recorrendo principalmente a Giorgio Agamben, Reis introduz o conceito de \u201cm\u00e1quina antropol\u00f3gica\u201d \u2014 um \u201cdispositivo ir\u00f4nico, que verifica a aus\u00eancia para o Homo de uma natureza pr\u00f3pria, mantendo-o suspenso entre uma natureza celeste e uma terrena, entre o animal e o humano [&#8230;]\u201d (Agamben, 2013, p. 53 <em>apud<\/em> Reis, 2025, p. 26). Essa ideia explica como o ser humano passou a definir-se pela separa\u00e7\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o ao animal. Para ser considerado plenamente humano, foi preciso afastar tudo aquilo que lembrasse a animalidade. Assim, o animal nunca desaparece completamente: ele continua presente como aquilo que deve ser exclu\u00eddo. \u00c9 esse mecanismo que cria um \u201cestado de exce\u00e7\u00e3o\u201d no qual o animal \u00e9 reconhecido, mas n\u00e3o escutado, existindo \u00e0 margem. Segundo Reis, \u00e9 justamente esse limite inst\u00e1vel entre humano e animal que a poesia de <em>Jaula<\/em> exp\u00f5e e questiona.<\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:45px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<p>Um dos pontos mais densos da an\u00e1lise \u00e9 o di\u00e1logo cr\u00edtico com Martin Heidegger. Reis recupera a ideia heideggeriana de que o animal \u00e9 \u201cpobre de mundo\u201d (<em>weltarm<\/em>), cativo de seu <em>Umwelt <\/em>(ambiente-mundo) e incapaz de se relacionar com o ser. Em contraste, o <em>dasein<\/em> (o ser no mundo) habita o mundo \u201caberto\u201d, o espa\u00e7o da linguagem e da transcend\u00eancia. Para o autor, essa concep\u00e7\u00e3o \u201crelegou ao animal (animalitas) a qualidade do animal exterior\u201d (p. 32-33) e refor\u00e7ou a \u201cmuralha entre vivente (animalitas) e existente (humanitas)\u201d (p. 34-35). No entanto, ele n\u00e3o se limita \u00e0 cr\u00edtica, Reis mostra como a poesia de Cabral ocupa justamente o \u201cvazio\u201d criado por essa separa\u00e7\u00e3o, transformando-o em territ\u00f3rio de encontro. O poema \u201cCanto de Cisne\u201d \u00e9 lido como uma tentativa de capturar a <em>phone <\/em>animal (a voz pr\u00e9-l\u00f3gica) que a tradi\u00e7\u00e3o logoc\u00eantrica silenciou. Nele, as cigarras \u201cserram toras ao sol. Torram as horas derramando alarde\u201d (Cabral, 2006, p. 28 <em>apud<\/em> Reis, 2025, p. 38), e seu canto \u00e9 uma \u201c\u00e1ria met\u00e1lica\u201d que arranha os t\u00edmpanos de quem \u201cdesaprendeu a escutar\u201d (Cabral, 2006, p. 28 <em>apud<\/em> Reis, 2025, p. 39). A impossibilidade de traduzir esse canto em <em>logos <\/em>n\u00e3o \u00e9 vista como fracasso, mas como abertura para um espa\u00e7o de \u201cn\u00e3o-raz\u00e3o\u201d (p. 50) onde humano e animal coexistem sem hierarquia.<\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:45px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<p><strong>O Espelho de P\u00e3: figura\u00e7\u00f5es e desfigura\u00e7\u00f5es do vivente<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Na segunda parte, Reis aprofunda a an\u00e1lise dos modos de representa\u00e7\u00e3o do animal na poesia de Cabral, afastando-se da no\u00e7\u00e3o tradicional de met\u00e1fora, que reduz o animal a signo de algo humano, e prop\u00f5e um \u201cfazer metaf\u00f3rico\u201d que reconhece a animalidade em sua alteridade irredut\u00edvel. Para isso, recorre a Jacques Lacan, mas transforma seu <em>est\u00e1dio do espelho<\/em> em <em>espelho de P\u00e3<\/em> &nbsp;\u201c\u2014 refer\u00eancia \u00e0 divindade grega da natureza, um h\u00edbrido de homem e bode, s\u00edmbolo pante\u00edsta da converg\u00eancia de todos os seres vivos \u2014\u201d (p. 61), ou seja, um espelho h\u00edbrido que n\u00e3o reflete uma identidade humana est\u00e1vel, mas a multiplicidade dos viventes. Esse espelho opera por \u201crefra\u00e7\u00e3o\u201d (desvio; multiplica\u00e7\u00e3o de sentidos) e \u201creflex\u00e3o\u201d (reconhecimento de uma subjetividade outra), e \u00e9 atrav\u00e9s dele que Cabral constr\u00f3i o que Igor Fagundes, no pref\u00e1cio de <em>Jaula<\/em>, chamou de uma \u201czoologia aditiva, copulativa, multiplicativa\u201d (p. 64).<\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:45px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<p>A leitura do poema \u201cCave Canem\u201d exemplifica. O autor mostra que os c\u00e3es que \u201cuivam em horas de raiva contra as jaulas da cortesia [&#8230;]\u201d (Cabral, 2006, p. 25 <em>apud<\/em> Reis, 2025, p. 65) n\u00e3o s\u00e3o s\u00edmbolos da f\u00faria humana, mas a pr\u00f3pria animalidade interna da poeta, que luta contra as amarras do \u201cbom senso\u201d l\u00f3gico. A solu\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 exterminar esses c\u00e3es, mas \u201cvacin\u00e1-los\u201d: \u201cLadrem mas n\u00e3o mordam e caso mordam, n\u00e3o matem\u201d (Cabral, 2006, p. 25 <em>apud<\/em> Reis, 2025, p. 66). A vacina \u00e9, aqui, o pr\u00f3prio poema \u2014 uma forma de deixar a animalidade expressar-se sem cair na viol\u00eancia especista. Como escreve o autor: \u201cele que, na qualidade de vacina, possui o pr\u00f3prio v\u00edrus\u201d (p. 67), ou seja, a poesia, assim, \u00e9 um rem\u00e9dio que cont\u00e9m um pouco do veneno que cura.<\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:45px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<p>Outro conceito fundamental trazido pelo autor \u00e9 o \u201cdevir-animal\u201d de Deleuze e Guattari. Diferente da imita\u00e7\u00e3o ou da identifica\u00e7\u00e3o, o <em>devir<\/em> \u00e9 um \u201ccont\u00e1gio\u201d, uma alian\u00e7a que transforma sem anular as diferen\u00e7as. No poema \u201cEncontro no Jardim\u201d, a poeta e a cobra tornam-se \u201cAmbas inquilinas do mesmo solo \/ Ambas coincidentes no tempo\u201d (Cabral, 2006, p. 52 <em>apud<\/em> Reis, 2025, p. 89). Reis destaca que:<\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:45px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right\" style=\"margin-top:0;margin-bottom:0;padding-top:0;padding-right:0;padding-bottom:0;padding-left:0;font-size:17px\">n\u00e3o h\u00e1 uma metamorfose humano-animal, o humano n\u00e3o se torna animal e o<br>contr\u00e1rio tamb\u00e9m n\u00e3o acontece. O devir animal \u00e9 na verdade menos copulativo<br>no sentido de produzir outros iguais, homog\u00eaneos e mais, segundo os fil\u00f3sofos,<br>uma \u201cfalsa alternativa\u201d, que nos permite instaurar uma l\u00f3gica dicot\u00f4mica entre<br>o \u201cimitar\u201d e o \u201cser\u201d (2025, p. 87).<\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:45px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<p>Esse devir \u00e9, portanto, uma experi\u00eancia de despersonaliza\u00e7\u00e3o que revela a \u201cvoz anf\u00edbia\u201d que habita tanto o humano quanto o n\u00e3o humano. Reis ent\u00e3o afirma que a poesia de Cabral, assim, torna-se um espelho que reflete n\u00e3o a nossa imagem idealizada, mas nossa nudez compartilhada com o outro vivente.<\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:45px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<p><strong>Besti\u00e1rios: uma Jaula<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A terceira parte situa a obra de Cabral na longa tradi\u00e7\u00e3o dos besti\u00e1rios \u2014 desde o <em>Fisi\u00f3logo <\/em>medieval at\u00e9 o <em>Manual de zoologia fant\u00e1stica<\/em> de Borges \u2014, mas destaca o gesto cr\u00edtico que singulariza a obra de Cabral. Reis argumenta que, se os besti\u00e1rios medievais moralizavam o animal, convertendo-o em alegoria crist\u00e3, e se a taxonomia cient\u00edfica moderna o reduziu a objeto de estudo, o besti\u00e1rio de Cabral \u00e9 um \u201cbesti\u00e1rio \u00e9veo\u201d. Sua fun\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 classificar, mas \u201cdeixar ser\u201d, criando um espa\u00e7o onde o animal possa aparecer em sua alteridade radical.<\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:45px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<p>Aqui Reis introduz uma das suas contribui\u00e7\u00f5es mais originais: a ideia de \u201ccosmo[a]gonia\u201d. Diferente da cosmogonia, que pressup\u00f5e uma ordem divina ou l\u00f3gica por tr\u00e1s do universo, a cosmo[a]gonia \u00e9 uma ordem que j\u00e1 carrega em si a desordem, o caos, o fim do cosmo antropoc\u00eantrico (p. 119). Ordenar poeticamente nesse sentido, n\u00e3o \u00e9 impor uma estrutura, mas revelar a \u201cdesordem original\u201d que nos liga a todos os viventes. O poema \u201cA\u00e7ougue\u201d exemplifica essa opera\u00e7\u00e3o: ao descrever a transforma\u00e7\u00e3o do animal em carne, ele n\u00e3o apenas denuncia a viol\u00eancia especista, mas exp\u00f5e a \u201cordem\u201d que torna essa viol\u00eancia poss\u00edvel: \u201cQue fome t\u00e3o feroz \u00e9 essa capaz de gerar o massacre de mansos bois, tenras vitelas?\u201d (Cabral, 2006, p. 58-59 <em>apud<\/em> Reis, 2025, p. 120), pergunta a poeta. A pergunta n\u00e3o tem resposta, mas abre um questionamento no qual o leitor \u00e9 convocado a refletir sobre sua pr\u00f3pria cumplicidade.<\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:45px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<p>Ao final de sua an\u00e1lise, Jamerson Eduardo Reis conclui que a poesia de Cabral, longe de ser um simples exerc\u00edcio l\u00edrico, \u00e9 um \u201cdispositivo \u00e9tico\u201d que nos for\u00e7a a encarar nossa pr\u00f3pria animalidade e a reconhecer a exist\u00eancia do outro para al\u00e9m das grades do <em>logos<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:45px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<p>Como o pr\u00f3prio autor sintetiza em suas considera\u00e7\u00f5es finais, quando o homem tenta se apropriar do animal apenas a partir de seus pr\u00f3prios termos, o resultado tende a ser uma representa\u00e7\u00e3o antropoc\u00eantrica, incapaz de apreender a alteridade do vivente. Diante dos limites da linguagem, Reis aponta para a necessidade de aceitar o \u201cvazio\u201d como espa\u00e7o de reflex\u00e3o, no qual diferentes imagens do animal podem surgir, n\u00e3o como espelhos do humano, mas como aproxima\u00e7\u00f5es sempre parciais e deformadas do outro.<\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:45px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<p><em>Das possibilidades do imposs\u00edvel<\/em> \u00e9, portanto, um livro interessante para os estudos da po\u00e9tica de Astrid Cabral e de grande contribui\u00e7\u00e3o para os estudos liter\u00e1rios, ampliando os horizontes interpretativos da literatura amaz\u00f4nica e brasileira.<\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:45px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<p>Ficou interessado?<\/p>\n\n\n\n<p>Para saber mais sobre a obra, entre em contato com a Editora UEA atrav\u00e9s de nossas redes sociais. 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