{"id":2114,"date":"2025-01-24T11:59:34","date_gmt":"2025-01-24T15:59:34","guid":{"rendered":"https:\/\/editora.uea.edu.br\/?p=2114"},"modified":"2025-01-24T13:01:32","modified_gmt":"2025-01-24T17:01:32","slug":"entre-memoria-e-modernidade-a-viagem-literaria-de-mario-cesar-lugarinho","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/editora.uea.edu.br\/?p=2114","title":{"rendered":"Entre mem\u00f3ria e modernidade: a viagem liter\u00e1ria de M\u00e1rio C\u00e9sar Lugarinho"},"content":{"rendered":"\n<p>No m\u00eas de janeiro, a Editora UEA seleciona como indica\u00e7\u00e3o do m\u00eas o livro <em>Uma nau que me carrega: rotas da literariedade em l\u00edngua portuguesa<\/em>, de M\u00e1rio C\u00e9sar Lugarinho. Publicada em 2013, a obra foi financiada pelo Governo do Amazonas, com o apoio da FAPEAM, e apresenta uma an\u00e1lise complexa e refinada sobre a literariedade em l\u00edngua portuguesa abordando o conceito atrav\u00e9s de perspectivas te\u00f3ricas que desafiam a tradi\u00e7\u00e3o. Com uma abordagem inovadora, Lugarinho dialoga com nomes como Walter Benjamin, Octavio Paz e Michel Foucault, fornecendo contribui\u00e7\u00f5es significativas para os estudos contempor\u00e2neos de literatura e teoria cr\u00edtica no Brasil.<\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:14px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<p>No pref\u00e1cio intitulado <em>Uma rota singular<\/em>, Jorge Valentim, professor da UFSCar, relembra como conheceu Lugarinho em um evento sobre Literaturas Africanas de L\u00edngua Portuguesa, no in\u00edcio dos anos 2000. Ele destaca que a originalidade do autor reside em sua recusa \u00e0 divis\u00e3o tradicional dos g\u00eaneros liter\u00e1rios. Essa perspectiva permite que Lugarinho explore as din\u00e2micas discursivas da poesia e da hist\u00f3ria, fundamentando sua an\u00e1lise no conceito de literariedade formulado pelos formalistas russos e em teorias modernas de discurso, como exposto, em seguida, na se\u00e7\u00e3o de apresenta\u00e7\u00e3o do livro.<\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:17px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<p>O primeiro cap\u00edtulo, <em>Sobre poesia e Hist\u00f3ria<\/em>, analisa a transforma\u00e7\u00e3o do discurso l\u00edrico atrav\u00e9s do tempo. A poesia moderna desafia tradi\u00e7\u00f5es, ampliando suas possibilidades est\u00e9ticas e discursivas. Lugarinho explora como o discurso liter\u00e1rio \u00e9 moldado por rela\u00e7\u00f5es entre l\u00edngua, ideologia e mem\u00f3ria, abordando a import\u00e2ncia do mito e da Mem\u00f3ria, personificada em <em>Mnemosyne<\/em>, na constitui\u00e7\u00e3o cultural dos povos. Refer\u00eancias a Octavio Paz e Nietzsche enriquecem a discuss\u00e3o sobre a objetiva\u00e7\u00e3o do sujeito l\u00edrico no texto po\u00e9tico, que reflete tanto a experi\u00eancia individual quanto o contexto social e hist\u00f3rico.<\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:17px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<p>Em <em>O fantasma da Hist\u00f3ria: a literatura cria o Imp\u00e9rio<\/em>, discute-se como o regime salazarista utilizou uma domina\u00e7\u00e3o de car\u00e1ter carism\u00e1tico, conforme as classifica\u00e7\u00f5es de Max Weber, para justificar o Estado fascista. Esse sistema pol\u00edtico se contrapunha a qualquer vincula\u00e7\u00e3o com ideias liberais, refor\u00e7ando um culto \u00e0 heroicidade e \u00e0 santidade do l\u00edder. Nesse contexto, col\u00f4nias, na\u00e7\u00e3o e regime foram amalgamados em um mito que a Hist\u00f3ria dissolveria com o tempo. \u00c9 nesse cen\u00e1rio que Manuel Alegre surge, aproveitando condi\u00e7\u00f5es favor\u00e1veis para propor um discurso liter\u00e1rio cr\u00edtico, no qual a hist\u00f3ria torna-se urgente e o mito, uma degeneresc\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:18px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<p>No cap\u00edtulo <em>Mem\u00f3ria e heran\u00e7a do Estado Novo na obra po\u00e9tica de Manuel Alegre<\/em>, destaca-se o papel da literatura em resgatar a mem\u00f3ria hist\u00f3rica. A partir das ideias de Walter Benjamin, o texto sugere que a poesia de Manuel Alegre exp\u00f5e as lacunas deixadas pelo Estado Novo, transformando as ru\u00ednas em obras de arte. A obra do poeta reflete sobre temas como o pacto nacional imposto pela Ditadura e as tens\u00f5es sociais entre elites e camadas populares. Ap\u00f3s o 25 de Abril, sua poesia se alinha a uma releitura cr\u00edtica da hist\u00f3ria portuguesa, abordando quest\u00f5es como a guerra colonial, a descoloniza\u00e7\u00e3o e a constru\u00e7\u00e3o da democracia.<\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:18px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<p>Em seguida, o cap\u00edtulo <em>Um brasileiro nas terras de Portugal: o luso-tropicalismo e a \u201cPol\u00edtica do Esp\u00edrito\u201d<\/em> aborda a contribui\u00e7\u00e3o de Gilberto Freyre ao debate sobre o luso-tropicalismo e suas implica\u00e7\u00f5es para as rela\u00e7\u00f5es coloniais. Freyre, em <em>Casa-Grande &amp; Senzala<\/em> (1933), destacava uma intera\u00e7\u00e3o cultural que aproximava os povos dos tr\u00f3picos, mas sua an\u00e1lise foi reinterpretada de forma conveniente para legitimar a pol\u00edtica colonial portuguesa. Essa leitura, por\u00e9m, desconsiderava as diferen\u00e7as hist\u00f3ricas e diplom\u00e1ticas entre Brasil e Portugal. Lugarinho aponta que revisitar as contribui\u00e7\u00f5es de Freyre, no final do s\u00e9culo XX, torna-se essencial para evitar a perpetua\u00e7\u00e3o de uma amn\u00e9sia hist\u00f3rica que ainda permeia a sociedade brasileira.<\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:20px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<p>O estudo <em>Hist\u00f3ria, magia e desejo: a poesia de Jo\u00e3o Melo<\/em> apresenta a rela\u00e7\u00e3o entre tempo, subjetividade e literatura. O autor analisa como a poesia de Melo \u00e9 um ato pol\u00edtico, capaz de dialogar com a complexidade da modernidade e das transforma\u00e7\u00f5es sociais, mediada pela mem\u00f3ria. No poema \u201cO aprendiz de kimbanda\u201d, da antologia <em>Poemas Angolanos<\/em> (1989), Melo combina magia e pol\u00edtica, mostrando como sua obra articula uma cr\u00edtica hist\u00f3rica e cultural a partir da a\u00e7\u00e3o po\u00e9tica. Portanto, a modernidade busca integrar passado, presente e futuro, enquanto explora tens\u00f5es hist\u00f3ricas e est\u00e9ticas.<\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:15px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<p>Na pesquisa <em>Depois das fronteiras perdidas: antropofagia e globaliza\u00e7\u00e3o<\/em> \u00e9 abordada a obra <em>Fronteiras Perdidas<\/em> (1999), que questiona a continuidade do projeto de identidade nacional na literatura angolana. Reconhecida como um discurso hist\u00f3rico, a literatura de Angola enfrentou dificuldades para abandonar a alegoria que sustentava um ideal nacionalista. O t\u00edtulo sugere a dissolu\u00e7\u00e3o das fronteiras culturais, provocando desconforto nos leitores habituados \u00e0s conven\u00e7\u00f5es liter\u00e1rias nacionais. Ao mesmo tempo, exp\u00f5e a perman\u00eancia de jogos de poder e domina\u00e7\u00e3o no campo discursivo, demonstrando que, mesmo em um cen\u00e1rio globalizado, as tens\u00f5es identit\u00e1rias e pol\u00edticas ainda persistem como desafios centrais.<\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:18px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<p><em>Experi\u00eancia e viv\u00eancia: alguma literatura da era da globaliza\u00e7\u00e3o<\/em> parte da poesia de Charles Baudelaire, revisitada por Walter Benjamin, para explorar a rela\u00e7\u00e3o entre mem\u00f3ria e modernidade. Benjamin identificou na obra de Baudelaire uma s\u00edntese entre elementos atemporais e hist\u00f3ricos, mostrando como a modernidade altera a compreens\u00e3o linear e homog\u00eanea do tempo. Essa melancolia modernista foi expandida por Huyssen, que observou que a globaliza\u00e7\u00e3o instiga novas pr\u00e1ticas de mem\u00f3ria, especialmente em comunidades descolonizadas e movimentos sociais revisionistas. Na contemporaneidade, a literatura e a arte ganham novo f\u00f4lego, reafirmando a perspectiva benjaminiana ao propor alternativas que recuperam a experi\u00eancia em um mundo p\u00f3s-moderno e globalizado.<\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:18px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<p>O artigo <em>Antropofagia cr\u00edtica: para uma teoria queer em portugu\u00eas<\/em> destaca a conex\u00e3o entre a cr\u00edtica cultural proposta por Spivak e a emerg\u00eancia da teoria queer. Observa-se que essa teoria explora o lugar do exc\u00eantrico em contextos culturais diversos, ressignificando o papel das margens. Oswald de Andrade, ao refletir sobre a cultura brasileira, observou como a diferen\u00e7a foi absorvida de forma carnavalesca, invertendo hierarquias. Boaventura de Sousa Santos amplia essa discuss\u00e3o, sugerindo que o olhar do marginal pode desestabilizar o antigo centro. Por fim, o cap\u00edtulo prop\u00f5e dissolver c\u00e2nones e hierarquias n\u00e3o para elimin\u00e1-los, mas para mitigar os dispositivos que sustentavam estruturas de poder desiguais.<\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:15px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<p>A seguir, o cap\u00edtulo<em> Al Berto: poesia e experi\u00eancia<\/em> apresenta a escrita de Al Berto, poeta portugu\u00eas. Lugarinho afirma que Al Berto constr\u00f3i sua po\u00e9tica em um limiar entre intimidade confessional e apagamento de si, transitando de um romantismo tardio a um modernismo radical. Sua obra explora quest\u00f5es de identidade e subjetividade, marcadas pelo drama de um sujeito po\u00e9tico que oscila entre a exist\u00eancia exclusiva na escrita e o transbordamento da experi\u00eancia individual. <em>Horto do inc\u00eandio<\/em> (1997) destaca-se como um testamento po\u00e9tico, revelando a morte anunciada do poeta. Retornando a <em>\u00c0 procura de um vento num jardim de agosto<\/em> (1975), percebe-se a g\u00eanese de sua subjetividade disjuntiva. A met\u00e1fora do espelho, recorrente em sua obra, reflete a ponte entre poesia e experi\u00eancia, mediando realidade e escrita.<\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:15px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<p>O texto<em> Pelo direito \u00e0 ousadia: literatura, direitos humanos e estudos gays e l\u00e9sbicos <\/em>disserta sobre como a crise do processo de globaliza\u00e7\u00e3o refor\u00e7ou a relev\u00e2ncia dos Direitos Humanos, transcendente \u00e0s forma\u00e7\u00f5es discursivas das \u00faltimas d\u00e9cadas. Obras como <em>Os Lus\u00edadas<\/em> exp\u00f5em contradi\u00e7\u00f5es humanas ao celebrar conquistas imperiais enquanto criticam a viol\u00eancia. Michel Foucault, em <em>A Hist\u00f3ria da Sexualidade I <\/em>(1976), adquiriu uma compreens\u00e3o mais ampla apenas ap\u00f3s a emerg\u00eancia da epidemia de AIDS, mostrando a resist\u00eancia necess\u00e1ria frente \u00e0 homofobia. Nesse cen\u00e1rio, a visibilidade individual se torna central para a cidadania, questionando-se o papel da educa\u00e7\u00e3o e do acesso ao saber como direitos humanos inalien\u00e1veis.<\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:15px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<p>A se\u00e7\u00e3o de cap\u00edtulos encerra com <em>Rotas no Atl\u00e2ntico: \u201cThe sound of Kuduro\u201d em outra Angola<\/em>. A m\u00fasica afrodescendente, destacada na s\u00e9rie <em>African Pop<\/em> (1989), atravessou fronteiras e impactou culturas ao redor do Atl\u00e2ntico. Desde a performance de Jessie Owens, que inspirou a poesia de Francisco Jos\u00e9 Tenreiro, at\u00e9 o rap e o hip-hop, essas express\u00f5es culturais conectaram viv\u00eancias de viol\u00eancia e marginalidade. No Brasil, o rap dos Racionais MC&#8217;s e o funk carioca refletem o cotidiano das periferias. A imigra\u00e7\u00e3o angolana trouxe o <em>kuduro<\/em>, que encontrou espa\u00e7o no carnaval de Salvador, simbolizando a ressignifica\u00e7\u00e3o das culturas perif\u00e9ricas no mundo globalizado. Desse modo, a cultura da periferia redefine o centro, rompendo fronteiras culturais tradicionais.<\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:16px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<p>Em s\u00edntese, <em>Uma nau que me carrega<\/em> \u00e9 uma obra que desafia o leitor a reconsiderar os fundamentos da literariedade e da produ\u00e7\u00e3o cr\u00edtica em l\u00edngua portuguesa. M\u00e1rio C\u00e9sar Lugarinho constr\u00f3i um di\u00e1logo rico entre literatura, hist\u00f3ria e teoria, oferecendo contribui\u00e7\u00f5es valiosas para os estudos liter\u00e1rios contempor\u00e2neos. A obra \u00e9 essencial para quem busca compreender as din\u00e2micas culturais e pol\u00edticas que moldam a produ\u00e7\u00e3o art\u00edstica no Brasil e em Portugal, reafirmando a relev\u00e2ncia do di\u00e1logo entre passado, presente e futuro, para al\u00e9m das conven\u00e7\u00f5es tradicionais.<\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:19px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<p>Ficou interessado?<\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:25px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<p>Para saber mais sobre a obra, entre em contato com a Editora UEA atrav\u00e9s de nossas redes sociais. Estamos sempre presentes no nosso&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/ueaeditora\/?igshid=YmMyMTA2M2Y%3D\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Instagram<\/a>,&nbsp;<a href=\"https:\/\/twitter.com\/UEAeditora\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Twitter<\/a>&nbsp;e&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/ueaeditora\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Facebook<\/a>!<\/p>\n\n\n\n<p>Para conhecer as nossas publica\u00e7\u00f5es digitais dispon\u00edveis de forma gratuita,&nbsp;<a href=\"https:\/\/ri.uea.edu.br\/home\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">acesse aqui<\/a>!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No m\u00eas de janeiro, a Editora UEA seleciona como indica\u00e7\u00e3o do m\u00eas o livro Uma nau que me carrega: rotas da literariedade em l\u00edngua portuguesa, de M\u00e1rio C\u00e9sar Lugarinho. Publicada em 2013, a obra foi financiada pelo Governo do Amazonas, com o apoio da FAPEAM, e apresenta uma an\u00e1lise complexa e refinada sobre a literariedade [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":13,"featured_media":2115,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"om_disable_all_campaigns":false,"_uag_custom_page_level_css":"","_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"set","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-gradient":""}},"_themeisle_gutenberg_block_has_review":false,"footnotes":""},"categories":[183],"tags":[198,201,200],"aioseo_notices":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/editora.uea.edu.br\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/Uma-Nau-que-me-carrega-capa-final.gif",1200,800,false],"thumbnail":["https:\/\/editora.uea.edu.br\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/Uma-Nau-que-me-carrega-capa-final-150x150.gif",150,150,true],"medium":["https:\/\/editora.uea.edu.br\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/Uma-Nau-que-me-carrega-capa-final-300x200.gif",300,200,true],"medium_large":["https:\/\/editora.uea.edu.br\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/Uma-Nau-que-me-carrega-capa-final-768x512.gif",768,512,true],"large":["https:\/\/editora.uea.edu.br\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/Uma-Nau-que-me-carrega-capa-final-800x533.gif",800,533,true],"1536x1536":["https:\/\/editora.uea.edu.br\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/Uma-Nau-que-me-carrega-capa-final.gif",1200,800,false],"2048x2048":["https:\/\/editora.uea.edu.br\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/Uma-Nau-que-me-carrega-capa-final.gif",1200,800,false],"codesigner-thumb":["https:\/\/editora.uea.edu.br\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/Uma-Nau-que-me-carrega-capa-final-400x400.gif",400,400,true],"woocommerce_thumbnail":["https:\/\/editora.uea.edu.br\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/Uma-Nau-que-me-carrega-capa-final-200x296.gif",200,296,true],"woocommerce_single":["https:\/\/editora.uea.edu.br\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/Uma-Nau-que-me-carrega-capa-final-200x133.gif",200,133,true],"woocommerce_gallery_thumbnail":["https:\/\/editora.uea.edu.br\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/Uma-Nau-que-me-carrega-capa-final-100x100.gif",100,100,true]},"uagb_author_info":{"display_name":"Isadora Lopes","author_link":"https:\/\/editora.uea.edu.br\/?author=13"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"No m\u00eas de janeiro, a Editora UEA seleciona como indica\u00e7\u00e3o do m\u00eas o livro Uma nau que me carrega: rotas da literariedade em l\u00edngua portuguesa, de M\u00e1rio C\u00e9sar Lugarinho. Publicada em 2013, a obra foi financiada pelo Governo do Amazonas, com o apoio da FAPEAM, e apresenta uma an\u00e1lise complexa e refinada sobre a literariedade&hellip;","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/editora.uea.edu.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/2114"}],"collection":[{"href":"https:\/\/editora.uea.edu.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/editora.uea.edu.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/editora.uea.edu.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/13"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/editora.uea.edu.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=2114"}],"version-history":[{"count":6,"href":"https:\/\/editora.uea.edu.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/2114\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2125,"href":"https:\/\/editora.uea.edu.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/2114\/revisions\/2125"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/editora.uea.edu.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/2115"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/editora.uea.edu.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=2114"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/editora.uea.edu.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=2114"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/editora.uea.edu.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=2114"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}