{"id":1774,"date":"2024-10-23T11:15:04","date_gmt":"2024-10-23T15:15:04","guid":{"rendered":"https:\/\/editora.uea.edu.br\/?p=1774"},"modified":"2024-10-23T11:15:06","modified_gmt":"2024-10-23T15:15:06","slug":"vozes-do-passado-oralidade-e-o-oficio-dos-historiadores-no-amazonas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/editora.uea.edu.br\/?p=1774","title":{"rendered":"Vozes do passado: oralidade e o of\u00edcio dos historiadores no Amazonas"},"content":{"rendered":"\n<p>No m\u00eas de outubro, a Editora UEA seleciona como indica\u00e7\u00e3o do m\u00eas a obra <a><em>Pensar, fazer e ensinar: desafios para o of\u00edcio do historiador no Amazonas<\/em><\/a>, organizada por Arc\u00e2ngelo da Silva Ferreira <em>et al<\/em>. Publicado em 2015, o livro re\u00fane uma sele\u00e7\u00e3o de trabalhos apresentados na VII Semana de Hist\u00f3ria do Cesp\/UEA, ocorrida em 2014. Os temas trazidos pelos dezenove autores dos artigos prop\u00f5em pensar nas coletividades e individualidades de povos; compreender suas formas de pensar, a pol\u00edtica e \u00e9tica que os orientam, seu modo de se relacionar, cultura, economia e religi\u00e3o. Em suma, trata-se de um conjunto do trabalho historiogr\u00e1fico de pesquisadores que objetivaram recuperar a singularidade de diferentes \u00e9pocas da Hist\u00f3ria da Amaz\u00f4nia, sendo dividido em: notas dos autores, pref\u00e1cio, se\u00e7\u00f5es dos artigos e curr\u00edculo dos autores.<\/p>\n\n\n\n<ul><\/ul>\n\n\n\n<p>O primeiro artigo, <em>Apontamentos metodol\u00f3gicos em Hist\u00f3ria Oral<\/em>, escrito por Marcos Montysuma, introduz a metodologia da Hist\u00f3ria Oral neste livro. No meio cient\u00edfico, a oralidade era vista como uma hist\u00f3ria menor pelos historiadores que utilizavam fontes manuscritas. <a>A escolha do tema implica em exercer a parcialidade por parte do pesquisador, visto que n\u00e3o existe pesquisador neutro<\/a>. Por fim, o autor apresenta uma breve discuss\u00e3o sobre a oralidade, fazendo um levantamento sobre as suas peculiaridades, tendo em vista o amplo campo de pesquisa desse tema.<\/p>\n\n\n\n<ul><\/ul>\n\n\n\n<p>No artigo <em>A expectativa da cidade de quem vem do interior, (&#8230;) era uma coisa maravilhosa: viv\u00eancias de interioranos na Manaus da Zona Franca<\/em>, por Patr\u00edcia Rodrigues da Silva, s\u00e3o apresentados os resultados de uma pesquisa que busca refletir a constitui\u00e7\u00e3o das rela\u00e7\u00f5es sociais em Manaus a partir dos anos de 1970. Silva realiza uma reflex\u00e3o acerca dos sentidos e conflitos vivenciados por ribeirinhos que migraram para Manaus nos anos iniciais da implementa\u00e7\u00e3o da Zona Franca de Manaus, com o apoio do relato da entrevistada Deusd\u00e9lia Bezerra das Chagas, conhecida como Deusa. Diante disso, o artigo reflete sobre temas diversos, tais como desemprego, subemprego, perspectivas para o futuro, rela\u00e7\u00f5es sociais e de trabalho, bem como o olhar desses trabalhadores sobre a cidade.<\/p>\n\n\n\n<ul><\/ul>\n\n\n\n<p>Em seguida, o artigo <em>\u201cTudo era puxirum, era aquela alegria&#8230; era mulher, era homem que ia ro\u00e7ar\u201d: a cultura do puxirum em comunidades rurais de vila amaz\u00f4nica \u2013 Parintins (AM)<\/em>, produzido por M\u00f4nica Xavier de Medeiros, revela a import\u00e2ncia dos trabalhadores em Parintins para as mudan\u00e7as ocorridas nas comunidades rurais em Vila Amaz\u00f4nia. O di\u00e1logo com moradores dessas localidades trouxe a dimens\u00e3o da vida comandando essas \u00e1guas de rios e igarap\u00e9s, que constituem fontes de alimenta\u00e7\u00e3o, estradas de \u00e1gua e dimens\u00e3o cultural \u00e0 viv\u00eancia desses sujeitos sociais, por meio do trabalho coletivo (puxirum). Dessa maneira, a pesquisadora faz um questionamento sobre quem iria cuidar do lago na atualidade e enfrentar os valores que v\u00e3o se constituindo em transformar as terras em mercadorias e a inferioriza\u00e7\u00e3o dos saberes de long\u00ednquas tradi\u00e7\u00f5es orais.<\/p>\n\n\n\n<ul><\/ul>\n\n\n\n<p>A disserta\u00e7\u00e3o <em>\u201cE agora n\u00f3s somos assentados\u201d: cotidianos e luta dos trabalhadores do assentamento rural de Vila Amaz\u00f4nia<\/em>, por Ananias Carvalho da Silva Neto, aborda sobre a Reforma Agr\u00e1ria na Amaz\u00f4nia, para percebemos como os sujeitos sociais que historicamente habitam essa regi\u00e3o significam nesse processo, analisando suas pr\u00e1ticas como for\u00e7a motriz do processo de transforma\u00e7\u00e3o das comunidades e implanta\u00e7\u00e3o do assentamento Rural de Vila Amaz\u00f4nia. Vale salientar a import\u00e2ncia de perceber que, em muitas comunidades, os moradores n\u00e3o vivem em rela\u00e7\u00f5es tipicamente capitalistas, embora exer\u00e7am rela\u00e7\u00e3o de posse de terra, ca\u00e7a e pesca para conseguir alimentos. Pode-se concluir que a rela\u00e7\u00e3o de trabalho dos moradores de Vila Amaz\u00f4nia era essencialmente o puxirum.<\/p>\n\n\n\n<ul><\/ul>\n\n\n\n<p>Em <em>Quilombolas de Oriximin\u00e1:<\/em> <em>\u201celes montavam um Brasil do jeito deles, que eu costumo chamar de Amaz\u00f4nia Negra\u201d<\/em>, s\u00e3o apresentados relatos de remanescentes de quilombos no munic\u00edpio de Oriximin\u00e1, nas extremidades do rio Trombetas, oeste do Par\u00e1. Escrito por Elaine Cristina Oliveira F. Archanjo, a forma\u00e7\u00e3o dos quilombos surgiu devido ao processo de fuga dos povos escravizados em dire\u00e7\u00e3o ao rio Trombetas. Das narrativas dos atuais moradores dos quilombos do Trombetas, sobressaem as habilidades referidas e suas fun\u00e7\u00f5es destacadas, quando aqueles que possu\u00edam o olfato e a audi\u00e7\u00e3o agu\u00e7ados eram como sentinelas, estando sempre atentos a qualquer sinal de perigo.<\/p>\n\n\n\n<ul><\/ul>\n\n\n\n<p>O trabalho seguinte possui o tema<em> Mem\u00f3ria de lutas nas narrativas de mulheres quilombolas de Matupiri:<\/em> <em>possibilidades de pensar, fazer, ensinar a hist\u00f3ria no Baixo Amazonas<\/em>. Desenvolvido por Jo\u00e3o Marinho da Rocha e Julio Claudio da Silva, esse texto faz um di\u00e1logo produtivo com as oralidades amaz\u00f4nicas presentes nas mem\u00f3rias orais de Mulheres da Federa\u00e7\u00e3o Quilombola do Matupiri, em Barreirinha, no Amazonas. Para essa pesquisa, Rocha e Silva realizaram grava\u00e7\u00e3o em \u00e1udio ou v\u00eddeo e a transcri\u00e7\u00e3o das entrevistas, analisando a documenta\u00e7\u00e3o oral produzida. As narrativas dessas mulheres indicam uma mem\u00f3ria de luta para assegurar direitos, lutas essas travadas em outras partes do pa\u00eds desde 1988-1989.<\/p>\n\n\n\n<ul><\/ul>\n\n\n\n<p>O texto <em>As mulheres na Cabanagem e no espa\u00e7o urbano<\/em> <em>\u2013 Prov\u00edncia do Par\u00e1 em meados do s\u00e9culo XIX<\/em>, por Eliana Ramos Ferreira, tem como objetivo investigar as pr\u00e1ticas pol\u00edticas das mulheres nesse per\u00edodo da hist\u00f3ria da Amaz\u00f4nia. A autora aponta que a figura da mulher continuava oculta, no que tange ao estudo da Cabanagem, visto que a escrita masculina da hist\u00f3ria silenciou a das mulheres e segregou-as da esfera pol\u00edtica, gerando um apagamento sobre a sua hist\u00f3ria na Amaz\u00f4nia<a>. O estudo evidencia as tens\u00f5es e diferencia\u00e7\u00f5es sociais, tanto nos espa\u00e7os destinados \u00e0s moradias quanto no mercado de trabalho e fun\u00e7\u00f5es das pessoas na sociedade.<\/a><\/p>\n\n\n\n<ul><\/ul>\n\n\n\n<p><em>O ser mulher em um meio de poder masculino: foco de um (re)corte de g\u00eanero na m\u00fasica brega<\/em> discute sobre o que \u00e9 ser mulher na sociedade contempor\u00e2nea. Escrito por No\u00e9lio Martins Costa, a pesquisa visou ampliar a discuss\u00e3o sobre os espa\u00e7os masculinos e femininos ao longo do desenvolvimento da sociedade, por meio da an\u00e1lise de m\u00fasicas do g\u00eanero brega. Costa discute n\u00e3o apenas a independ\u00eancia feminina como tamb\u00e9m a identidade dessas mulheres, analisando as rupturas e perman\u00eancias dos pap\u00e9is femininos.<\/p>\n\n\n\n<ul><\/ul>\n\n\n\n<p>A pesquisa<em> Lampejos do processo hist\u00f3rico de ocupa\u00e7\u00e3o da ilha de Parintins:<\/em> <em>\u00edndios, viajantes, religiosos e imigrantes<\/em>, por Deilson do Carmo Trindade, revela a fun\u00e7\u00e3o social da Igreja em Parintins, moldando a din\u00e2mica da pol\u00edtica representativa. O autor se debru\u00e7a sobre os vest\u00edgios arqueol\u00f3gicos do Baixo Amazonas, evidenciando que a ocupa\u00e7\u00e3o dos povos ind\u00edgenas na regi\u00e3o precedeu a chegada dos europeus. Contudo, a busca pela evangeliza\u00e7\u00e3o transformou a igreja em uma institui\u00e7\u00e3o poderosa, exercendo a influ\u00eancia sobre os povos ind\u00edgenas e imigrantes. O texto tamb\u00e9m discute a expuls\u00e3o dos jesu\u00edtas durante a era pombalina e os desdobramentos dessa a\u00e7\u00e3o. Esses lampejos iluminam fragmentos da hist\u00f3ria local que entrela\u00e7am o processo de ocupa\u00e7\u00e3o da Ilha Tupinambarana.<\/p>\n\n\n\n<ul><\/ul>\n\n\n\n<p>O artigo produzido por Arc\u00e2ngelo da Silva Ferreira e Patr\u00edcia de Souza Oliveira,<em> Mito, mem\u00f3ria e hist\u00f3ria:<\/em> <em>nos caminhos de \u00d3rf\u00e3os do Eldorado<\/em>, pretendeu utilizar a novela de Milton Hatoum como um recurso para se pensar a Hist\u00f3ria da Amaz\u00f4nia no per\u00edodo referente ao Ciclo da Borracha. Sabe-se que os rios s\u00e3o refer\u00eancias significativas no cotidiano dos grupos humanos viventes na regi\u00e3o Amaz\u00f4nica, portanto, Ferreira e Oliveira afirmam que o leitor ver\u00e1 que o escritor amazonense \u00e9 um cr\u00edtico do processo de moderniza\u00e7\u00e3o trazido pelos projetos europeus. Desse modo, os autores acreditam que a Amaz\u00f4nia precisa ser conhecida na sua alteridade, assim como Milton Hatoum demonstra em sua obra.<\/p>\n\n\n\n<ul><\/ul>\n\n\n\n<p><em>Demografia, cartografia e hist\u00f3ria das religi\u00f5es em Parintins:<\/em> <em>novas possibilidades para o estudo da diversidade religiosa na Amaz\u00f4nia<\/em>, por Clarice Bianchezzi e Diego Omar da Silveira, apresenta um estudo de cataloga\u00e7\u00e3o dos templos, grupos e movimentos religiosos em Parintins. Com o crescimento da cidade, a diversidade religiosa se expandiu, sendo essencial observar esse fato para conhecer o processo de forma\u00e7\u00e3o da Ilha Tupinambarana. Visualizar essa diversidade significa apontar para uma reescrita da hist\u00f3ria das religi\u00f5es tanto de Parintins quanto do m\u00e9dio-baixo Amazonas, j\u00e1 que a pr\u00f3pria mem\u00f3ria dessa regi\u00e3o est\u00e1 alicer\u00e7ada sobre o papel da religi\u00e3o durante a coloniza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<ul><\/ul>\n\n\n\n<p>O estudo <em>A experi\u00eancia da pesquisa hist\u00f3rica sobre ensino de Hist\u00f3ria no Amazonas:<\/em> <em>teorias e m\u00e9todos<\/em>, por Tarc\u00edsio Serpa Normando, analisa a pertin\u00eancia de se aprender Hist\u00f3ria em uma \u00e9poca de desvaloriza\u00e7\u00e3o dessa disciplina no sistema educacional. Normando salienta a necessidade de os pesquisadores produzirem conhecimentos hist\u00f3ricos que lembrem aquilo que a sociedade quer esquecer, como a Hist\u00f3ria da Educa\u00e7\u00e3o. Al\u00e9m disso, as narrativas de professores e alunos recuperadas por meio da Hist\u00f3ria Oral comp\u00f5em um conjunto documental interessante para o pesquisador da \u00e1rea educacional, com isso, o texto finaliza ressaltando a import\u00e2ncia de enfrentar os desafios de se pesquisar a Hist\u00f3ria ensinada no Amazonas.<\/p>\n\n\n\n<ul><\/ul>\n\n\n\n<p>Na pesquisa <em>Ensino de hist\u00f3ria nos anos iniciais do Ensino Fundamental: possibilidades de di\u00e1logos para a constru\u00e7\u00e3o do conhecimento hist\u00f3rico<\/em>, a autora Mary T\u00e2nia dos Santos Carvalho prop\u00f5e propostas pedag\u00f3gicas para aprimorar o processo de ensino-aprendizagem em sala de aula. \u00c9 sugerido que o educador desenvolva as aulas de Hist\u00f3ria integrando o conte\u00fado program\u00e1tico estabelecido pelas redes de ensino aos conte\u00fados relacionados ao cotidiano dos alunos, como forma de aproxim\u00e1-los dos estudos dessa disciplina. Desse modo, a rela\u00e7\u00e3o aluno-professor torna-se mais harm\u00f4nica, visto que os estudantes ter\u00e3o visibilidade quanto \u00e0s suas viv\u00eancias.<\/p>\n\n\n\n<ul><\/ul>\n\n\n\n<p><em>Viv\u00eancia de mulheres nordestinas na Parintins das d\u00e9cadas de 1950 a 1970<\/em>, por Patr\u00edcia Regina de Lima Silva, coloca a mulher como sujeito protagonista, ressaltando as suas viv\u00eancias em Parintins, por meio das narrativas orais de quatro mulheres. O foco do artigo \u00e9 abordar sobre a ocupa\u00e7\u00e3o das migrantes nordestinas na Av. Jo\u00e3o Melo, na estrutura da cidade e intera\u00e7\u00e3o social. Conclui-se que essas mulheres n\u00e3o s\u00f3 perceberam as modifica\u00e7\u00f5es que aconteciam durante suas viv\u00eancias, como tamb\u00e9m contribu\u00edram com essas mudan\u00e7as no com\u00e9rcio, \u00e0 medida em que estavam a servi\u00e7o da din\u00e2mica econ\u00f4mica e social da cidade.<\/p>\n\n\n\n<ul><\/ul>\n\n\n\n<p>Ademais, o pr\u00f3ximo artigo possui uma tem\u00e1tica semelhante \u00e0 trazida por Silva. Em <em>Quando mem\u00f3rias suscitam hist\u00f3rias: viv\u00eancias e experi\u00eancias de mulheres no bairro Dejard Vieira, cidade de Parintins (1980-1990)<\/em>, os autores Dayanna Batista Apol\u00f4nio e Arc\u00e2ngelo da Silva Ferreira afirmam o valor da mem\u00f3ria individual para reconstru\u00e7\u00e3o da hist\u00f3ria. Os depoimentos das moradoras mostram as possibilidades que essas mulheres encontraram no espa\u00e7o vivido, para que pudessem alcan\u00e7ar suas necessidades, trazendo uma hist\u00f3ria compromissada em entrela\u00e7ar-se no tempo vivido do sujeito social e hist\u00f3rico carregado de experi\u00eancias.<\/p>\n\n\n\n<ul><\/ul>\n\n\n\n<p>A se\u00e7\u00e3o de artigos encerra com a pesquisa de Atila Sousa Sombra,<em> \u201cBendita a forma\u00e7\u00e3o que percebemos\u201d: catolicismo e mem\u00f3ria institucional do Col\u00e9gio Nossa Senhora do Carmo (Parintins-AM)<\/em>. Sombra visa dar outro olhar para a trajet\u00f3ria dessa institui\u00e7\u00e3o educacional Cat\u00f3lica de Parintins, com o apoio de fontes orais de pessoas que estudaram ou trabalharam na escola e de fontes preservadas nos pr\u00f3prios arquivos do local, preservando a mem\u00f3ria do Col\u00e9gio. Diante desse pequeno hist\u00f3rico e relatos sobre o Col\u00e9gio Nossa Senhora do Carmo, a autora ressalta que ainda h\u00e1 um longo caminho a percorrer nos estudos de Hist\u00f3ria da Educa\u00e7\u00e3o, n\u00e3o apenas em Parintins, mas em todo o m\u00e9dio-baixo Amazonas.<\/p>\n\n\n\n<ul><\/ul>\n\n\n\n<p>As pesquisas apresentadas em <em>Pensar, fazer e ensinar<\/em>: <em>desafios para o of\u00edcio do historiador no Amazonas<\/em> buscaram evidenciar a diversidade de existir, viver e refletir a hist\u00f3ria. A capa do livro apresenta um casar\u00e3o que retrata parte da hist\u00f3ria local do baixo Amazonas, gerando uma reflex\u00e3o sobre os in\u00fameros espa\u00e7os estudados pelos dezenove pesquisadores dessa produ\u00e7\u00e3o coletiva. Esperamos que a leitura dessa obra possa ampliar as formas de visualizar a Hist\u00f3ria, como as fontes orais utilizadas nos artigos, demonstrando a import\u00e2ncia de documentar a mem\u00f3ria do povo amaz\u00f4nico.<\/p>\n\n\n\n<ul><\/ul>\n\n\n\n<p>Ficou interessado?<\/p>\n\n\n\n<ul><\/ul>\n\n\n\n<p>Para saber mais sobre a obra, entre em contato com a Editora UEA atrav\u00e9s de nossas redes sociais. Estamos sempre presentes no nosso&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/ueaeditora\/?igshid=YmMyMTA2M2Y%3D\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Instagram<\/a>,&nbsp;<a href=\"https:\/\/twitter.com\/UEAeditora\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Twitter<\/a>&nbsp;e&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/ueaeditora\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Facebook<\/a>!<\/p>\n\n\n\n<p>Para conhecer as nossas publica\u00e7\u00f5es digitais dispon\u00edveis de forma gratuita,&nbsp;<a href=\"http:\/\/repositorioinstitucional.uea.edu.br\/handle\/riuea\/1174\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">acesse aqui<\/a>!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No m\u00eas de outubro, a Editora UEA seleciona como indica\u00e7\u00e3o do m\u00eas a obra Pensar, fazer e ensinar: desafios para o of\u00edcio do historiador no Amazonas, organizada por Arc\u00e2ngelo da Silva Ferreira et al. 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