{"id":1718,"date":"2024-08-29T13:33:24","date_gmt":"2024-08-29T17:33:24","guid":{"rendered":"https:\/\/editora.uea.edu.br\/?p=1718"},"modified":"2024-08-29T13:46:37","modified_gmt":"2024-08-29T17:46:37","slug":"raizes-de-parintins-memoria-e-arqueologia-da-historia-de-um-povo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/editora.uea.edu.br\/?p=1718","title":{"rendered":"Ra\u00edzes de Parintins: mem\u00f3ria e arqueologia da hist\u00f3ria de um povo"},"content":{"rendered":"\n<p>No dia 19 de agosto, \u00e9 comemorado o Dia da Fotografia, como homenagem \u00e0 cria\u00e7\u00e3o do daguerre\u00f3tipo, um dos primeiros processos fotogr\u00e1ficos. Em raz\u00e3o disso, a Editora UEA seleciona como indica\u00e7\u00e3o do m\u00eas a segunda edi\u00e7\u00e3o de <em><a href=\"http:\/\/repositorioinstitucional.uea.edu.br\/handle\/riuea\/5271\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\" title=\"Fragmentos: arqueologia, mem\u00f3rias e hist\u00f3rias de Parintins\">Fragmentos: arqueologia, mem\u00f3rias e hist\u00f3rias de Parintins<\/a><\/em>, organizada por Clarice Bianchezzi <em>et al<\/em>. Publicado em 2023, esse livro \u00e9 um exemplo do poder da fotografia como uma forma de documenta\u00e7\u00e3o e preserva\u00e7\u00e3o cultural. \u00c9 dividido em: apresenta\u00e7\u00e3o do projeto; relatos de moradores da comunidade Santa Rita de C\u00e1ssia, bem como a exposi\u00e7\u00e3o de suas cole\u00e7\u00f5es; museus arqueol\u00f3gicos na Regi\u00e3o Norte. Desse modo, essas cole\u00e7\u00f5es guardam narrativas, hist\u00f3rias e mem\u00f3rias de pessoas e de comunidades em temporalidades presentes e passadas, constituindo um verdadeiro patrim\u00f4nio da cultura regional (p. 5).<\/p>\n\n\n\n<ul><\/ul>\n\n\n\n<p><em>Fragmentos <\/em>\u00e9 uma obra que re\u00fane registros fotogr\u00e1ficos de s\u00edtios arqueol\u00f3gicos de Parintins, mun\u00edcipio do Amazonas, na Regi\u00e3o Norte do Brasil. Essa regi\u00e3o, assim como as demais do estado, era habitada por diversos povos ind\u00edgenas, entre eles os Tupinambaranas, que deram origem ao nome da ilha do munic\u00edpio, sendo conhecida por Ilha Tupinambarana. O nome \u201cParintins\u201d s\u00f3 foi adotado em 1880, quando a regi\u00e3o foi elevada \u00e0 categoria de cidade, em homenagem \u00e0 etnia ind\u00edgena Parintintin, uma das in\u00fameras que residiam na ilha. Diante disso, v\u00e1rios fragmentos de antigos vasilhames desses povos se encontram nos arredores de Parintins, seja na parte rural, seja na urbana, testemunhando esse passado da regi\u00e3o, que foi modificada com a chegada dos colonizadores.<\/p>\n\n\n\n<ul><\/ul>\n\n\n\n<p>O projeto foi idealizado por professores e pesquisadores da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), campus de Parintins-AM, o Museu Paraense Em\u00edlio Goeldi de Bel\u00e9m-PA e o Museu da Amaz\u00f4nia (MUSA), com a proposta de socializar os conhecimentos sobre as cole\u00e7\u00f5es arqueol\u00f3gicas de Parintins, tanto aquelas musealizadas quanto as in\u00fameras cole\u00e7\u00f5es dom\u00e9sticas cuidadosamente guardadas pelos moradores do munic\u00edpio (p. 5). Na p\u00e1gina 6, \u00e9 exposta a foto de um morador da comunidade com uma cole\u00e7\u00e3o de objetos de cer\u00e2mica, tamb\u00e9m conhecidos como \u201ccaretinhas\u201d, devido ao fato de a modelagem dar forma a seres diversos, humanos e n\u00e3o-humanos. Esses objetos s\u00e3o recolhidos pelos residentes da regi\u00e3o, de maneira que cada fam\u00edlia tenha a sua pr\u00f3pria cole\u00e7\u00e3o. Outro exemplo desse tipo de material s\u00e3o as esculturas Poc\u00f3, como a que aparece na capa do livreto.<\/p>\n\n\n\n<ul><\/ul>\n\n\n\n<p>De fato, encontrar esses fragmentos que foram forrados no solo do estado \u00e9 emocionante para as fam\u00edlias, sendo uma evid\u00eancia do legado das etnias ind\u00edgenas que povoaram e continuam a povoar a regi\u00e3o amaz\u00f4nica. Ademais, a obra faz uma compara\u00e7\u00e3o entre as cer\u00e2micas arqueol\u00f3gicas e as cer\u00e2micas contempor\u00e2neas, sendo o modo de preparo um conhecimento repassado a cada gera\u00e7\u00e3o, evidenciando-se a genialidade e complexidade das t\u00e9cnicas utilizadas. O grupo de pesquisa visitou a Comunidade Santa Rita de C\u00e1ssia, em Val\u00e9ria, localizada a 50km a leste de Parintins, com o intuito de catalogar os artefatos guardados e compreender, por meio dos relatos dos comunit\u00e1rios, os significados atribu\u00eddos aos bens arqueol\u00f3gicos, envolvendo a rela\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica, afetiva e de pertencimento dessas pessoas.<\/p>\n\n\n\n<ul><\/ul>\n\n\n\n<p><strong>Relatos de moradores da Comunidade Santa Rita de C\u00e1ssia<\/strong><\/p>\n\n\n\n<ul><\/ul>\n\n\n\n<p>Para esse texto, foram selecionados alguns dos relatos presentes no livreto. O primeiro \u00e9 o de Elinair dos Santos Xavier, conhecida por guardar as \u201ccaretinhas\u201d que costuma receber, em doa\u00e7\u00e3o, de alunos da escola que trabalha e de conhecidos da comunidade. Com uma cole\u00e7\u00e3o de 224 fragmentos, ela conta que muitos visitantes, pesquisadores e estudantes a procuram para conhecer mais sobre a arqueologia da regi\u00e3o. <em>\u201cEu trabalho colecionando, n\u00e3o para olhar o passado, mas pro futuro, pros meus filhos saberem a import\u00e2ncia dessas pe\u00e7as que existem aqui em toda a regi\u00e3o, em toda a comunidade.<\/em>\u201d (p. 13). Assim, observa-se que esse costume \u00e9 uma forma de conscientizar as gera\u00e7\u00f5es seguintes sobre os seus antepassados, visto que um povo sem mem\u00f3ria \u00e9 um povo sem hist\u00f3ria.<\/p>\n\n\n\n<ul><\/ul>\n\n\n\n<p>\u201c<em>Aqui os moradores utilizavam sim as cer\u00e2micas, tinha os alguidares bem grande, as assadeiras que eles colocam para ser servido. Eu cheguei a ver os fornos de barros bem grandes que tinham pessoas que torravam farinha no forno de barro. As cer\u00e2micas que eu fa\u00e7o s\u00e3o diferentes das antigas<\/em>\u201d \u2014 fala de Sa\u00fade Xavier Ferreira (p. 15). Dona Sa\u00fade \u00e9 moradora e faz parte da coordena\u00e7\u00e3o da comunidade Santa Rita de C\u00e1ssia. Herdou o of\u00edcio de ceramista de sua av\u00f3. Sua cole\u00e7\u00e3o \u00e9 composta de 6 fragmentos arqueol\u00f3gicos, apresentados junto com pe\u00e7as que ela e sua fam\u00edlia produzem. O seu relato remete que, apesar das semelhan\u00e7as entre a t\u00e9cnica tradicional e a ind\u00edgena no preparo das esculturas, o modo de criar esses objetos foi modificado com o tempo, tendo em vista o contexto da coloniza\u00e7\u00e3o e as diversas possibilidades de prepara\u00e7\u00e3o de massa para a cer\u00e2mica.<\/p>\n\n\n\n<ul><\/ul>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-group is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained\">\n<div class=\"wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-layout-1 wp-block-columns-is-layout-flex\">\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\" style=\"flex-basis:100%\">\n<div id=\"wp-block-themeisle-blocks-slider-feeaa6b6\" class=\"wp-block-themeisle-blocks-slider alignfull glide\" data-per-view=\"1\" data-gap=\"0\" data-peek=\"0\" data-autoplay=\"true\" data-height=\"400px\" data-hide-arrows=\"false\"><div class=\"glide__track\" data-glide-el=\"track\"><div class=\"glide__slides\"><div class=\"wp-block-themeisle-blocks-slider-item-wrapper glide__slide\" tabindex=\"0\"><figure><img decoding=\"async\" class=\"wp-block-themeisle-blocks-slider-item\" src=\"https:\/\/editora.uea.edu.br\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/p-15-fragmentos.png\" alt=\"\" title=\"\" data-id=\"1725\"\/><figcaption>Sa\u00fade Xavier Ferreira com as suas esculturas (p. 15)<\/figcaption><\/figure><\/div><div class=\"wp-block-themeisle-blocks-slider-item-wrapper glide__slide\" tabindex=\"0\"><figure><img decoding=\"async\" class=\"wp-block-themeisle-blocks-slider-item\" src=\"https:\/\/editora.uea.edu.br\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/p-14-fragmentos.png\" alt=\"\" title=\"\" data-id=\"1724\"\/><figcaption>Item da cole\u00e7\u00e3o de Dona Sa\u00fade (p. 14)<\/figcaption><\/figure><\/div><div class=\"wp-block-themeisle-blocks-slider-item-wrapper glide__slide\" tabindex=\"0\"><figure><img decoding=\"async\" class=\"wp-block-themeisle-blocks-slider-item\" src=\"https:\/\/editora.uea.edu.br\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/p-25-fragmentos.png\" alt=\"\" title=\"\" data-id=\"1728\"\/><figcaption>Foto de Ericky Nakanome com um item de sua cole\u00e7\u00e3o (p. 25)<\/figcaption><\/figure><\/div><\/div><div class=\"glide__bullets\" data-glide-el=\"controls[nav]\"><button class=\"glide__bullet\" data-glide-dir=\"=0\"><\/button><button class=\"glide__bullet\" data-glide-dir=\"=1\"><\/button><button class=\"glide__bullet\" data-glide-dir=\"=2\"><\/button><\/div><\/div><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n\n\n\n<p>Ivone de S\u00e1 Rodrigues Oliveira \u00e9 ceramista e guarda em sua resid\u00eancia 70 fragmentos arqueol\u00f3gicos, que dividem espa\u00e7o com sua ampla produ\u00e7\u00e3o artesanal. Ela fala sobre a necessidade de um museu para a comunidade, j\u00e1 que a maioria desses fragmentos s\u00e3o encontrados pelos pr\u00f3prios parintinenses e que, na aus\u00eancia de uma institui\u00e7\u00e3o de preserva\u00e7\u00e3o para eles, s\u00e3o guardados entre as fam\u00edlias. \u201c<em>Tempos passados sempre houve venda, mas a gente, pra preservar, a gente t\u00e1 guardando. A gente n\u00e3o tem um local adequado para colocar, eu guardo em casa, tem muitas pessoas que guardam tamb\u00e9m nas suas casas<\/em>\u201d (p. 19).<\/p>\n\n\n\n<ul><\/ul>\n\n\n\n<p>Tamb\u00e9m, tem-se o relato do gestor da Escola Municipal Marcelino Henrique. O Sr. Ernandes Gon\u00e7alves Pereira afirma que h\u00e1 cole\u00e7\u00f5es arqueol\u00f3gicas na institui\u00e7\u00e3o, que foram catalogadas em 2007 e, novamente, em 2021, com 264 fragmentos, al\u00e9m de uma cole\u00e7\u00e3o de cer\u00e2micas contempor\u00e2neas resultantes de oficinas de educa\u00e7\u00e3o patrimonial. \u201c<em>O turista vem para a Val\u00e9ria por dois aspectos: pela beleza natural que o lugar contempla, e tamb\u00e9m porque fala-se muito que a Val\u00e9ria \u00e9 um s\u00edtio arqueol\u00f3gico<\/em>\u201d (p. 21). Isso afirma que, embora sejam pouco favorecidos na cria\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas patrimoniais, os moradores dessas comunidades-s\u00edtio s\u00e3o importantes agentes de preserva\u00e7\u00e3o do patrim\u00f4nio arqueol\u00f3gico, resultando na guarda dessas esculturas nas institui\u00e7\u00f5es de ensino.<\/p>\n\n\n\n<ul><\/ul>\n\n\n\n<p>O relato seguinte \u00e9 o do casal Josiele da Silva Barbosa e L\u00facio de Souza Xavier. Eles guardam em sua resid\u00eancia uma cole\u00e7\u00e3o de 98 pe\u00e7as<a>. <\/a>Josiele conta que: \u201c<em>Tem muita gente que vinha querer comprar, n\u00e9. Mas nunca chegou a nossa mente de querer vender essas pe\u00e7as n\u00e3o<\/em>\u201d, e L\u00facio complementa que: \u201c<em>A hist\u00f3ria da comunidade \u00e9 essa: que foram os ind\u00edgenas que moraram e deixaram esse material a\u00ed\u201d<\/em>. (p. 23)<a>. Foi demonstrada uma grande preocupa\u00e7\u00e3o em manter as pe\u00e7as na comunidade e um apelo para a cria\u00e7\u00e3o de um espa\u00e7o para este prop\u00f3sito. E ainda que essa regi\u00e3o possua uma hist\u00f3ria pouco estudada<\/a>, de modo que essas t\u00e9cnicas de povos tradicionais s\u00e3o subalternas ao conhecimento cient\u00edfico, que j\u00e1 \u00e9 mais privilegiado na cria\u00e7\u00e3o de projetos de apoio.<\/p>\n\n\n\n<ul><\/ul>\n\n\n\n<p>Ademais, houve a participa\u00e7\u00e3o do professor Ericky Nakanome nos relatos. Ele trabalha na \u00e1rea de Artes da Universidade Federal do Amazonas e \u00e9 artista visual. Possui uma cole\u00e7\u00e3o de 41 fragmentos, oferecidas como gratid\u00e3o em forma de presentes pelo seu pai, por alunos da universidade, por familiares e admiradores do seu trabalho art\u00edstico e como docente no curso de Arte da UFAM. Para ele, \u201c<em>Cuidar dessas pe\u00e7as como essas \u00e9 cuidar das pessoas e da mem\u00f3ria das pessoas<\/em>\u201d (p. 25). Portanto, ressalta-se a import\u00e2ncia da preserva\u00e7\u00e3o desses objetos para a comunidade, pois \u00e9 algo que faz parte da hist\u00f3ria de cada parintinense.<\/p>\n\n\n\n<ul><\/ul>\n\n\n\n<p>Por fim, tem-se o relato de Elionete de Oliveira Esteves. Ela possui uma cole\u00e7\u00e3o sobre a complexa hist\u00f3ria do Macurany, s\u00edtio localizado \u00e0s margens do lago Parananema, pr\u00f3ximo \u00e0 cidade de Parintins. Elionete fala sobre a rela\u00e7\u00e3o de afetividade com esses fragmentos, sendo parte da hist\u00f3ria de sua cidade. \u201c<em>N\u00e3o sou colecionadora! Eu guardo cada peda\u00e7o porque \u00e9 uma hist\u00f3ria. \u00c9 uma hist\u00f3ria do passado. \u00c9 uma hist\u00f3ria do presente que sou eu, \u00e9 uma hist\u00f3ria do futuro para os filhos<\/em>.\u201d (p. 27). Vale salientar que visitar museus de demais cidades n\u00e3o \u00e9 uma op\u00e7\u00e3o acess\u00edvel para todos da regi\u00e3o, e que, ao unir essas descobertas \u00e0 arqueologia, torna-se poss\u00edvel significar e ressignificar a narrativa desses povos.<\/p>\n\n\n\n<ul><\/ul>\n\n\n\n<p><strong>Visitas \u00e0 museus arqueol\u00f3gicos<\/strong><\/p>\n\n\n\n<ul><\/ul>\n\n\n\n<p>Para al\u00e9m dos relatos dos comunit\u00e1rios de Santa Rita de C\u00e1ssia, os pesquisadores visitaram institui\u00e7\u00f5es de guarda desses itens arqueol\u00f3gicos provenientes de Parintins, pois essa rela\u00e7\u00e3o de afetividade dos parintinenses converge para esses locais. Foram visitados tr\u00eas museus: o Museu Paraense Em\u00edlio Goeldi, o Museu amaz\u00f4nico da Universidade Federal do Amazonas e o Museu da Amaz\u00f4nia (MUSA).<\/p>\n\n\n\n<ul><\/ul>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<div id=\"wp-block-themeisle-blocks-slider-30448178\" class=\"wp-block-themeisle-blocks-slider glide\" data-per-view=\"1\" data-gap=\"0\" data-peek=\"0\" data-autoplay=\"true\" data-height=\"400px\" data-hide-arrows=\"false\"><div class=\"glide__track\" data-glide-el=\"track\"><div class=\"glide__slides\"><div class=\"wp-block-themeisle-blocks-slider-item-wrapper glide__slide\" tabindex=\"0\"><figure><img decoding=\"async\" class=\"wp-block-themeisle-blocks-slider-item\" src=\"https:\/\/editora.uea.edu.br\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/p-31-fragmentos.png\" alt=\"\" title=\"\" data-id=\"1741\"\/><figcaption>Cole\u00e7\u00e3o do Museu Paraense Em\u00edlio Goeldi (p. 31)<\/figcaption><\/figure><\/div><div class=\"wp-block-themeisle-blocks-slider-item-wrapper glide__slide\" tabindex=\"0\"><figure><img decoding=\"async\" class=\"wp-block-themeisle-blocks-slider-item\" src=\"https:\/\/editora.uea.edu.br\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/p-32-fragmentos-item-2-1.png\" alt=\"\" title=\"\" data-id=\"1745\"\/><figcaption>Item do acervo do Museu Amaz\u00f4nico da Universidade Federal do Amazonas e do Museu da Amaz\u00f4nia (MUSA) (p. 32)<\/figcaption><\/figure><\/div><div class=\"wp-block-themeisle-blocks-slider-item-wrapper glide__slide\" tabindex=\"0\"><figure><img decoding=\"async\" class=\"wp-block-themeisle-blocks-slider-item\" src=\"https:\/\/editora.uea.edu.br\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/p-32-fragmentos-item-1-1.png\" alt=\"\" title=\"\" data-id=\"1744\"\/><figcaption>Item do acervo do Museu Amaz\u00f4nico da Universidade Federal do Amazonas e do Museu da Amaz\u00f4nia (MUSA) (p. 32)<\/figcaption><\/figure><\/div><\/div><div class=\"glide__bullets\" data-glide-el=\"controls[nav]\"><button class=\"glide__bullet\" data-glide-dir=\"=0\"><\/button><button class=\"glide__bullet\" data-glide-dir=\"=1\"><\/button><button class=\"glide__bullet\" data-glide-dir=\"=2\"><\/button><\/div><\/div><\/div>\n\n\n\n<ul><\/ul>\n\n\n\n<ul><\/ul>\n\n\n\n<p>Localizado em Bel\u00e9m-PA, o grupo de pesquisa foi ao Museu Paraense Em\u00edlio Goeldi, cujas cole\u00e7\u00f5es de arqueologia e etnografia s\u00e3o tombadas pelo IPHAN (Instituto do Patrim\u00f4nio Hist\u00f3rico e Art\u00edstico Nacional) como patrim\u00f4nio cultural do Brasil desde 1940. Com um acervo de itens inteiros ou semi-inteiros que evidenciam a longa e complexa hist\u00f3ria da ocupa\u00e7\u00e3o humana da regi\u00e3o amaz\u00f4nica, o Museu Goeldi possui duas cole\u00e7\u00f5es oriundas de Parintins e arredores, a primeira sendo resultante das pesquisas de Peter Hilbert e Harold Schultz, em 1953, composta de 48 fragmentos e uma l\u00e2mina de machado, oriundos da regi\u00e3o da Val\u00e9ria. Al\u00e9m disso, h\u00e1 uma cole\u00e7\u00e3o de 5 fragmentos, da mesma regi\u00e3o da Val\u00e9ria, que foi doada ao museu em 2004.<\/p>\n\n\n\n<ul><\/ul>\n\n\n\n<p>Inaugurado em 1991, o Museu Amaz\u00f4nico da Universidade Federal do Amazonas tamb\u00e9m atua no apoio \u00e0 pesquisa, ensino e extens\u00e3o do conhecimento da Amaz\u00f4nia e de suas culturas. De Parintins, recebeu, por meio de doa\u00e7\u00e3o, cole\u00e7\u00f5es oriundas da regi\u00e3o da Val\u00e9ria e do s\u00edtio Viana localizado na cidade, e tamb\u00e9m os fragmentos resultantes das escava\u00e7\u00f5es realizadas pelo Projeto Baixo Amazonas, em parceria com o IPHAN (2004-2008). Em 2014, o laborat\u00f3rio de arqueologia ganhou novas instala\u00e7\u00f5es dentro do campus universit\u00e1rio, preservando o acervo arqueol\u00f3gico, com aproximadamente 30 toneladas.<\/p>\n\n\n\n<ul><\/ul>\n\n\n\n<p>O Museu da Amaz\u00f4nia (MUSA) \u00e9 uma associa\u00e7\u00e3o civil privada, sem fins lucrativos, que atua no desenvolvimento e administra\u00e7\u00e3o de programas e projetos de museologia, pesquisa, educa\u00e7\u00e3o e turismo, com dedica\u00e7\u00e3o ao estudo e \u00e0 divulga\u00e7\u00e3o do conhecimento cient\u00edfico e social dos biomas, da hist\u00f3ria e das culturas da regi\u00e3o amaz\u00f4nica. Foi fundado em 2009, possui um acervo arqueol\u00f3gico de mais de 30.000 objetos, sendo eles artefatos fragmentados e inteiros, amostras de solo, carv\u00e3o, material \u00f3sseo, entre outros. As cole\u00e7\u00f5es provenientes de Parintins envolvem 306 objetos, sendo a maioria advindos dos s\u00edtios Macurany e Orla, em doa\u00e7\u00e3o ao museu pelo IPHAN e por moradores da regi\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<ul><\/ul>\n\n\n\n<p>Nos coment\u00e1rios finais, os pesquisadores agradecem aos moradores da Comunidade Santa Rita de C\u00e1ssia pela troca de conhecimentos arqueol\u00f3gicos e pela autoriza\u00e7\u00e3o para registro das cole\u00e7\u00f5es, e aos museus visitados para, tamb\u00e9m, documentar os fragmentos j\u00e1 musealizados da hist\u00f3ria de Parintins. As visitas a esses lugares foram essenciais para estabelecer um di\u00e1logo entre os habitantes desses s\u00edtios-arqueol\u00f3gicos com as institui\u00e7\u00f5es respons\u00e1veis por preservar o patrim\u00f4nio cultural amazonense. Dessa maneira, agora que as pesquisas podem ser realizadas pelos pr\u00f3prios parintinenses interessados na sua hist\u00f3ria, \u00e9 poss\u00edvel dar \u00e0 arqueologia de Parintins um novo car\u00e1ter.<\/p>\n\n\n\n<ul><\/ul>\n\n\n\n<p>Sabe-se que o ato de colecionar \u00e9 um costume hist\u00f3rico e cient\u00edfico, para conhecer melhor a hist\u00f3ria de um povo e manter essa mem\u00f3ria ancestral. Esse h\u00e1bito permite perceber formas mais efetivas de gest\u00e3o<a> para esses artefatos pouco contemplados na legisla\u00e7\u00e3o relacionada com esses bens<\/a>. Em s\u00edntese, <em>Fragmentos <\/em>\u00e9 uma homenagem aos parintinenses de hoje, mas tamb\u00e9m aos povos ind\u00edgenas que habitaram a Ilha Tupinambarana no passado.<\/p>\n\n\n\n<ul><\/ul>\n\n\n\n<p>Ficou interessado?<\/p>\n\n\n\n<ul><\/ul>\n\n\n\n<p>Para saber mais sobre a obra, entre em contato com a Editora UEA atrav\u00e9s de nossas redes sociais. Estamos sempre presentes no nosso&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/ueaeditora\/?igshid=YmMyMTA2M2Y%3D\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Instagram<\/a>,&nbsp;<a href=\"https:\/\/twitter.com\/UEAeditora\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Twitter<\/a>&nbsp;e&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/ueaeditora\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Facebook<\/a>!<\/p>\n\n\n\n<p>Para conhecer as nossas publica\u00e7\u00f5es digitais dispon\u00edveis de forma gratuita,&nbsp;<a href=\"http:\/\/repositorioinstitucional.uea.edu.br\/handle\/riuea\/1174\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">acesse aqui<\/a>!<a><\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No dia 19 de agosto, \u00e9 comemorado o Dia da Fotografia, como homenagem \u00e0 cria\u00e7\u00e3o do daguerre\u00f3tipo, um dos primeiros processos fotogr\u00e1ficos. Em raz\u00e3o disso, a Editora UEA seleciona como indica\u00e7\u00e3o do m\u00eas a segunda edi\u00e7\u00e3o de Fragmentos: arqueologia, mem\u00f3rias e hist\u00f3rias de Parintins, organizada por Clarice Bianchezzi et al. 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