{"id":1667,"date":"2024-04-25T14:41:19","date_gmt":"2024-04-25T18:41:19","guid":{"rendered":"https:\/\/editora.uea.edu.br\/?p=1667"},"modified":"2024-04-25T14:41:22","modified_gmt":"2024-04-25T18:41:22","slug":"redescobrindo-a-aprendizagem-utilizando-a-danca-como-instrumento-no-processo-educacional","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/editora.uea.edu.br\/?p=1667","title":{"rendered":"Redescobrindo a aprendizagem: utilizando a dan\u00e7a como instrumento no processo educacional"},"content":{"rendered":"\n<p>A Editora UEA indica a obra <em>A dan\u00e7a na escuta do corpo ribeirinho: o Proformar valorizando os profissionais da educa\u00e7\u00e3o na Amaz\u00f4nia<\/em>, de Lia Sampaio, que \u00e9 ideal tanto para aqueles interessados em saber mais sobre dan\u00e7a, quanto para pesquisadores da \u00e1rea. Nesse sentido, o livro busca estabelecer v\u00ednculos e espa\u00e7os entre a dan\u00e7a em suas diversas rela\u00e7\u00f5es com o mundo, seja no campo cient\u00edfico, tecnol\u00f3gico e\/ou social.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, a obra quebra com o estere\u00f3tipo de que a dan\u00e7a \u00e9 uma mera express\u00e3o do corpo em momento de euforia e traz significados que v\u00e3o al\u00e9m de tais paradigmas, atingindo, al\u00e9m do plano educacional, at\u00e9 mesmo patamares espirituais. Considerando que, apesar de ter uma tradi\u00e7\u00e3o antiga que n\u00e3o apenas sobreviveu e se remodelou, tamb\u00e9m se adaptou \u00e0s tecnologias criando novas formas de representa\u00e7\u00e3o que n\u00e3o apagassem sua ess\u00eancia ou inferiorizassem sua relev\u00e2ncia como express\u00e3o cultural. Atrav\u00e9s dela que \u00e9 poss\u00edvel analisar habilidades do nosso cotidiano, investigar e organizar a pluralidade de modelos de gestos que dizem o corpo. Isso ajuda a encontrar um olhar cr\u00edtico para encontrar um di\u00e1logo entre a escola e a comunidade, para &nbsp;que seja poss\u00edvel introduzir a dan\u00e7a tamb\u00e9m como um instrumento socializador.<\/p>\n\n\n\n<p>O primeiro cap\u00edtulo, <em>Homem-Ambiente-Tecnologia<\/em>, faz uma contextualiza\u00e7\u00e3o sobre os principais autores respons\u00e1veis em promover a dan\u00e7a no Brasil, tais como Rolf Gelewiski, Dulce Aquino e Lais Morgan, al\u00e9m de falar um pouco sobre o programa Proformar, cujo foco s\u00e3o os povos e a sociedade, no qual visa promover melhores condi\u00e7\u00f5es para todos, sendo o Proformar algo que \u201cnasceu numa universidade nova, com esp\u00edrito novo, preocupada em promover a melhoria das condi\u00e7\u00f5es de vida dos povos e das sociedades\u201d (Sampaio, 2015, p. 27). Nele, a autora estabelece di\u00e1logos que s\u00e3o importantes para novos estudos no campo das ci\u00eancias, fazendo com que haja espa\u00e7o para discuss\u00f5es did\u00e1ticas que ajudam a romper com as ideias de exclus\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>O segundo cap\u00edtulo, <em>C\u00edrculos do Habitat: os habitantes do corpo no fluxo das \u00e1guas<\/em>, explora a dan\u00e7a sob a luz da escuta do corpo, tendo uma simbologia mand\u00e1lica, ou seja, que busca atrav\u00e9s do corpo ser um s\u00f3 com a natureza, as energias do mundo e o cosmo; \u00e9, sobretudo, viver de forma livre e po\u00e9tica. A dan\u00e7a, nesse sentido, possui um valor inestim\u00e1vel tanto hist\u00f3rico quanto cultural; ent\u00e3o, simbolicamente, ela est\u00e1 atrelada \u00e0 arte, pois \u00e9 atrav\u00e9s dela que os corpos expressam suas cren\u00e7as e seus sentimentos. Carl Jung (1959) j\u00e1 dizia que h\u00e1 tanto poder no s\u00edmbolo que ele pode influenciar diretamente os seres humanos, pensando nisso, a arte tem uma bagagem valiosa de ferramentas para o ser humano, sem medo de presentear a humanidade com tudo que ela possui, pois ela ajuda a estabelecer uma an\u00e1lise cr\u00edtica e auxilia no processo de caracteriza\u00e7\u00e3o do pr\u00f3prio corpo, tendo valor cient\u00edfico, como veremos mais adiante, a dan\u00e7a \u00e9 uma poderosa ferramenta estrat\u00e9gica para ensinar e aprender.<\/p>\n\n\n\n<p>Sendo assim, a dan\u00e7a n\u00e3o \u00e9 natural de uma determinada cultura, pelo contr\u00e1rio, ela \u00e9 aprendida no conv\u00edvio social. A autora discute que a dan\u00e7a pode ser capaz de conscientizar as pessoas, tornando-as conhecedoras de fatos que acontecem n\u00e3o s\u00f3 no local onde est\u00e3o, mas em todo o mundo, funcionando como uma ferramenta que transforma e dota essas pessoas com habilidades de transformar umas \u00e0s outras.<\/p>\n\n\n\n<p>Ap\u00f3s isso, o cap\u00edtulo<em> Uma vis\u00e3o transdisciplinar num di\u00e1logo circular<\/em> aborda a dan\u00e7a em um sentido de conscientiza\u00e7\u00e3o, seja sobre o pr\u00f3prio corpo, seja sobre o impacto que ela tem nas pessoas ao redor. A dan\u00e7a trabalha n\u00e3o apenas com express\u00f5es corporais, mas com seu impacto, que se estende para trabalhar atividades motoras, psicol\u00f3gicas, etc. Mesmo que seu real significado seja banalizado e haja um certo preconceito: \u201c- Ah, mas por que aprender dan\u00e7a?\u201d, Lia Sampaio defende que \u00e9 atrav\u00e9s dela que conseguimos promover a uni\u00e3o, modificar comportamentos e desenvolver formas de viver\/ver o mundo, tornando necess\u00e1rio que a grande meta da educa\u00e7\u00e3o deva ser o desenvolvimento da compreens\u00e3o humana.<\/p>\n\n\n\n<p>Refletindo sobre a dan\u00e7a no ambiente amaz\u00f4nico ribeirinho, a dan\u00e7a \u00e9 uma das principais formas que temos de divulgar, interpretar, conhecer e amar nossa Amaz\u00f4nia. Pois \u00e9 poss\u00edvel assegurar os pertencimentos culturais, (re)imaginar e (re)criar lendas e hist\u00f3rias que s\u00e3o passadas atrav\u00e9s da tradi\u00e7\u00e3o oral. Ent\u00e3o, o nosso corpo funciona como um projetor cultural, que traz o passado\/futuro e o imagin\u00e1rio sem perder a rela\u00e7\u00e3o com o presente. Portanto, a dan\u00e7a, para a autora, \u00e9 mais do que fazer alguns movimentos ao ritmo de alguma m\u00fasica. Para ela, representa uma express\u00e3o que vai al\u00e9m do corporal: \u00e9 mente, alma, esp\u00edrito, j\u00e1 que o corpo \u00e9 a representa\u00e7\u00e3o vis\u00edvel do que a mente pensa. Atrav\u00e9s dela que podemos reviver e manter o esp\u00edrito amaz\u00f4nida, preservando culturas locais e antigas, que s\u00e3o heran\u00e7as de nossos antepassados.<\/p>\n\n\n\n<p>No terceiro cap\u00edtulo, <em>O lugar da dan\u00e7a em \u00e0 luz da \u201cescuta po\u00e9tica\u201d fenomenol\u00f3gica<\/em>, a autora discorre sobre se abrir para o que est\u00e1 acontecendo de verdade, afirmando que \u00e9 necess\u00e1rio ficar desnudo para poder sentir novas sensa\u00e7\u00f5es. A escuta po\u00e9tica assume esse papel para ensinar que o prazer \u00e9 ser dono do pr\u00f3prio corpo, j\u00e1 que a dan\u00e7a \u00e9 matriz do gesto humano.<\/p>\n\n\n\n<p>O cap\u00edtulo final, intitulado <em>Dan\u00e7a, improvisa\u00e7\u00e3o e tecnologia na educa\u00e7\u00e3o<\/em>, apresenta a extensa rede de profissionais envolvidos no Proformar, desde professores (titulares e assistentes), coordenadores pedag\u00f3gicos, gestores de projetos, at\u00e9 tecn\u00f3logos, comunicadores, produtores e editores. Todos com o objetivo de promover o aprendizado cont\u00ednuo de professores, valorizando sua informa\u00e7\u00e3o e habilidades como produtores de conhecimento.<\/p>\n\n\n\n<p>Em seguida, com o subt\u00edtulo <em>A arte do corpo na informa\u00e7\u00e3o digital<\/em>, a autora discorre sobre a abordagem inovadora do programa, que permitiu a explora\u00e7\u00e3o criativa do corpo, da tecnologia e do ambiente, levando os participantes a descobrirem novas formas de express\u00e3o e aprendizado. Tal intera\u00e7\u00e3o entre a dan\u00e7a e a tecnologia abriu caminho para uma reflex\u00e3o cr\u00edtica sobre a sociedade, a cultura e a evolu\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica.<\/p>\n\n\n\n<p>E, por fim, em <em>A dan\u00e7a improvisa\u00e7\u00e3o articulada no Proformar: uma experi\u00eancia<\/em>, temos a quest\u00e3o da improvisa\u00e7\u00e3o sendo apresentada como uma experi\u00eancia sensorial e expressiva que se manifesta de forma fugaz e tempor\u00e1ria. Sampaio destaca que a improvisa\u00e7\u00e3o \u00e9 uma rea\u00e7\u00e3o ao momento presente, constru\u00edda de maneira social e transdisciplinar. Ela enfatiza que a repeti\u00e7\u00e3o da improvisa\u00e7\u00e3o leva a impulsos e rea\u00e7\u00f5es renovados, resultando em novas descobertas sensoriais e perceptivas.<\/p>\n\n\n\n<p>Em poucas palavras, a autora busca explorar as imagens que deveriam interagir entre homem-ambiente; &nbsp;o quanto a dan\u00e7a e a tecnologia ganham for\u00e7as conjuntas para quebrar o paradigma entre a\u00e7\u00f5es inteligentes do signos de autoras colaborativas e o corpo coexistir com a m\u00eddia; apresenta tamb\u00e9m um formato novo e diferente de aprender a dan\u00e7ar atrav\u00e9s da escuta dos segredos de quem habitam as sali\u00eancias das \u00e1guas claras e escuras desse imenso Rio Amazonas.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao falar sobre o sentido da dan\u00e7a, \u00e9 importante manter em destaque que cada sujeito \u00e9 \u00fanico, com suas particularidades e diferen\u00e7as. Todos n\u00f3s possu\u00edmos uma tr\u00edade cerebral, isto \u00e9, c\u00e9rebro\/mente\/cultura, sendo apenas na cultura que o homem se realiza, pois mostram a dan\u00e7a como ingrediente do processo com uma roupagem investigativa, conquistando referenciais que v\u00e3o dar suporte \u00e0 educa\u00e7\u00e3o formal, modelando a vis\u00e3o est\u00e9tica e sensibilidade \u00e9tica no cotidiano escolar.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;Portanto, a obra de Lia Sampaio \u00e9 excelente para que haja uma desconstru\u00e7\u00e3o individual e mental para, com isso, ter uma transforma\u00e7\u00e3o social. Pois, a dan\u00e7a se une \u00e0 ci\u00eancia num processo puramente educativo, pois esse significado simb\u00f3lico que ela possui, al\u00e9m de ser uma das formas que as pessoas podem expressar suas cren\u00e7as, seus sentimentos, sua percep\u00e7\u00e3o de beleza, tamb\u00e9m auxilia no processo cognitivo e intelectual.<\/p>\n\n\n\n<p>Ficou interessado?<\/p>\n\n\n\n<p>Para saber mais sobre a obra, entre em contato com a Editora UEA atrav\u00e9s de nossas redes sociais. Estamos sempre presentes no nosso&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/ueaeditora\/?igshid=YmMyMTA2M2Y%3D\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Instagram<\/a>,&nbsp;<a href=\"https:\/\/twitter.com\/UEAeditora\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Twitter<\/a>&nbsp;e&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/ueaeditora\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Facebook<\/a>!<\/p>\n\n\n\n<p>Para conhecer as nossas publica\u00e7\u00f5es digitais dispon\u00edveis de forma gratuita,&nbsp;<a href=\"http:\/\/repositorioinstitucional.uea.edu.br\/handle\/riuea\/1174\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">acesse aqui<\/a>!<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-uagb-buttons uagb-buttons__outer-wrap uagb-btn__default-btn uagb-btn-tablet__default-btn uagb-btn-mobile__default-btn uagb-block-614cf507\"><div class=\"uagb-buttons__wrap uagb-buttons-layout-wrap\"><\/div><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Editora UEA indica a obra A dan\u00e7a na escuta do corpo ribeirinho: o Proformar valorizando os profissionais da educa\u00e7\u00e3o na Amaz\u00f4nia, de Lia Sampaio, que \u00e9 ideal tanto para aqueles interessados em saber mais sobre dan\u00e7a, quanto para pesquisadores da \u00e1rea. 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