{"id":1583,"date":"2024-02-26T13:19:07","date_gmt":"2024-02-26T17:19:07","guid":{"rendered":"https:\/\/editora.uea.edu.br\/?p=1583"},"modified":"2024-03-21T08:51:21","modified_gmt":"2024-03-21T12:51:21","slug":"o-ritual-fantastico-a-conversao-do-folclore-para-a-arte-popular-no-boi-bumba-de-parintins","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/editora.uea.edu.br\/?p=1583","title":{"rendered":"O ritual fant\u00e1stico: a convers\u00e3o do folclore para a arte popular no Boi-bumb\u00e1 de Parintins"},"content":{"rendered":"\n<p>Neste m\u00eas de Carnaval, a Editora UEA apresenta, como recomenda\u00e7\u00e3o de leitura, o livro <em>Rivalidade e Afei\u00e7\u00e3o: ritual e brincadeira no bumb\u00e1 de Parintins<\/em>, escrito pela pesquisadora Maria Laura Viveiros de Castro Cavalcanti. Por meio de mem\u00f3rias e registros, a obra nos leva em uma viagem profunda sobre um dos maiores festivais nortistas, o Boi-Bumb\u00e1, e discorre acerca da trajet\u00f3ria de forma\u00e7\u00e3o do Boi Caprichoso e do Boi Garantido, apresentando as vit\u00f3rias e as derrotas, as torcidas e a import\u00e2ncia que essas figuras folcl\u00f3ricas t\u00eam para a sociedade do Norte do pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<p>O livro, em sua introdu\u00e7\u00e3o, aborda acerca das encantarias representadas durante o festival, que podem surgir tanto das profundezas dos rios quanto das brenhas das florestas, apontando como ocorreu a metamorfose dessas figuras folcl\u00f3ricas em um espet\u00e1culo de cores vibrantes e m\u00edsticas, dando palco para uma arte popular e de rua e, com isso, valorizando, enriquecendo e respeitando a cultura ribeirinha.<\/p>\n\n\n\n<p>O primeiro cap\u00edtulo, &#8220;O Boi-bumb\u00e1 de Parintins: breve hist\u00f3ria e etnografia da festa&#8221;, faz uma breve contextualiza\u00e7\u00e3o acerca do espa\u00e7o em que o evento ocorre, o Bumb\u00f3dromo de Parintins, no Amazonas, e apresenta as mudan\u00e7as pelas quais o festival passou desde que foi trazido pelo colonizador branco. <a>Com enfoque no Estado do Amazonas e nos bois Caprichoso, boi preto com uma estrela na testa, e Garantido, boi branco com um cora\u00e7\u00e3o na testa, o imagin\u00e1rio popular ribeirinho \u00e9 personificado por meio de elementos da cultura do Norte, que geralmente s\u00e3o ligados ao rio e \u00e0 floresta. <\/a>Ao fim do cap\u00edtulo, comenta-se como os bois se tornaram um elemento crucial na economia da cidade, tornando-se uma organiza\u00e7\u00e3o civil com um sistema elaborado para subsidiar o evento, a estrutura, o roteiro de apresenta\u00e7\u00e3o e os principais personagens das toadas.<\/p>\n\n\n\n<p>O segundo cap\u00edtulo, &#8220;O indianismo revisitado pelo boi-bumb\u00e1&#8221;, exp\u00f5e o ind\u00edgena nas toadas durante o festival, sendo, tal representa\u00e7\u00e3o, levantada pela autora como o novo movimento indianista. Ele apresenta como ocorre a conversa entre negros e ind\u00edgenas, de maneira que seus elementos culturais se unam e tornam-se um s\u00f3 durante o festival e discute como a influ\u00eancia pode ser uma importante ferramenta na desconstru\u00e7\u00e3o do pensamento eugenista ao se referir \u00e0s culturas ind\u00edgenas e africanas.<\/p>\n\n\n\n<p>O terceiro cap\u00edtulo, &#8220;Morte e ressurrei\u00e7\u00e3o do boi no Brasil. Mito e rito do bumba, meu boi&#8221;, discorre acerca da reconfigura\u00e7\u00e3o narrativa da morte e ressurrei\u00e7\u00e3o do Boi em diversas regi\u00f5es do mundo. A autora, neste cap\u00edtulo, traz algumas vers\u00f5es do auto e analisa a estrutura de como essas narrativas s\u00e3o contadas, objetivando uma melhor compreens\u00e3o acerca do mito de origem e as vicissitudes na contemporaneidade. Tecendo os pontos do mito de origem (o boi majestoso, a rela\u00e7\u00e3o do vaqueiro com a fam\u00edlia do patr\u00e3o, o desejo da gr\u00e1vida Catirina em comer a carne do boi, o assassinato do boi pelo vaqueiro, a busca pelo vaqueiro, o acordo entre patr\u00e3o e vaqueiro e a ressurrei\u00e7\u00e3o do boi), a autora apresenta as rela\u00e7\u00f5es de poder, as lutas de classe, a representa\u00e7\u00e3o de g\u00eanero e as cren\u00e7as dentro do mito e consequentemente no festival.<\/p>\n\n\n\n<p>O quarto cap\u00edtulo, &#8220;Os sentidos no espet\u00e1culo&#8221;, discorre sobre as constru\u00e7\u00f5es imag\u00e9ticas feitas no Carnaval carioca e no Boi-bumb\u00e1 de Parintins, explicando as disparidades nos sentidos de dan\u00e7a e nos elementos componentes dos festivais. Aprofundando, tamb\u00e9m, as comemora\u00e7\u00f5es ritual\u00edsticas que se fundiram ao popular e impactaram seus n\u00facleos sociais, com suas m\u00fasicas, dan\u00e7as, artes pl\u00e1sticas, etc., reformulando a cultura e dando espa\u00e7o para as formas de express\u00e3o negligenciadas no meio social elitista. E, por fim, no centro dos eventos, conforme explicitado pela autora no capitulo, os desfiles s\u00e3o a principal atra\u00e7\u00e3o; as escolas de samba e os bois, por meio de carros aleg\u00f3ricos, utilizam de toda sua capacidade e criatividade po\u00e9tica, sonora e visual para realizar todo seu encanto de forma festiva e objetivada.<\/p>\n\n\n\n<p><a>O quinto e o sexto cap\u00edtulo, &#8220;Formas do ef\u00eamero: alegorias em performances rituais&#8221; e \u201cAlegorias em a\u00e7\u00e3o\u201d, tem como foco a execu\u00e7\u00e3o dos desfiles, seja ela no Carnaval, seja no Boi-bumb\u00e1. Os carros aleg\u00f3ricos s\u00e3o apresentados como um dos elementos principais, pois funcionam como guias narrativos, respons\u00e1veis por conduzir a plateia e deix\u00e1-las imersas na conta\u00e7\u00e3o que est\u00e1 sendo constru\u00edda naquele momento. <\/a>A autora comenta sobre o quanto as constru\u00e7\u00f5es dos carros s\u00e3o minuciosas, pois levam em considera\u00e7\u00e3o n\u00e3o s\u00f3 a plateia, mas tamb\u00e9m a transmiss\u00e3o pela TV. Sendo <a>o tema de alguma escola de samba ou de um boi em espec\u00edfico determinado pelas alegorias e toadas ou sambas-enredo<\/a>, os idealizadores devem pensar em poss\u00edveis imprevistos que possam ocorrer para assim serem evitados, de maneira que o desfile ocorra com \u00eaxito e transmita a experi\u00eancia \u00fanica das festas. Um ponto de diverg\u00eancia entre os festivais, levantados nos cap\u00edtulos, consiste na apresenta\u00e7\u00e3o est\u00e1tica das escolas de samba (que, conforme a autora, as alegorias entram montadas e saem montadas) e nas transforma\u00e7\u00f5es que as alegorias e dan\u00e7arinos fazem durante o desfile do festival de Parintins (fantasias mudam, alegorias se transformam, etc.), tal ponto, permite, conforme dito pela autora, comparar os festivais e entender seus objetivos.<\/p>\n\n\n\n<p>O s\u00e9timo cap\u00edtulo, &#8220;O boi em dois tempos: O bumba meu boi em M\u00e1rio de Andrade e o bumb\u00e1 de Parintins hoje&#8221;, apresenta a imagem do boi e seus elementos durante o festival de Parintins pela perspectiva de M\u00e1rio de Andrade e a do festival. Apresentando a vis\u00e3o de M\u00e1rio de Andrade no livro <em>Dan\u00e7as dram\u00e1ticas do Brasil<\/em>, a autora comenta que, mesmo com as compara\u00e7\u00f5es de M\u00e1rio com as outras dan\u00e7as folcl\u00f3ricas, o boi-bumb\u00e1 se mant\u00e9m \u00fanico em estrutura para preservar o imagin\u00e1rio arcaico-hist\u00f3rico da popula\u00e7\u00e3o. Ela aponta que o autor se admirou da narrativa do boi, que para ele, apesar de simples, apresentava diversos elementos e recursos que lhe davam um ar mais majestoso. Em seguida, contextualizando o bumb\u00e1, \u00e9 exposto, no cap\u00edtulo, o festival que ocorre por tr\u00eas noites em Parintins, que foi remodelado e se distanciou do modelo nordestino que, conforme a autora, \u00e9 sempre comparado.<\/p>\n\n\n\n<p>O festival, atualmente, segue uma linha narrativa tem\u00e1tica que \u00e9 explorada por, em m\u00e9dia, 80 minutos durante as tr\u00eas \u00faltimas noites de junho pelos dois bois. No fim do cap\u00edtulo, a autora comenta que algumas vezes associam o festival de Parintins ao resgate dos valores tradicionais da regi\u00e3o, por\u00e9m ela deixa bem explicado que todos os anos o festival \u00e9 renovado e contextualizado com o momento, revitalizando a festa e apresentando a cultura popular \u00e0s novas gera\u00e7\u00f5es por meio das mais antigas.<\/p>\n\n\n\n<p>O \u00faltimo cap\u00edtulo, \u201cO ritual e a brincadeira: rivalidade e afei\u00e7\u00e3o no bumb\u00e1 de Parintins\u201d, estuda a teatraliza\u00e7\u00e3o do ritual, ou seja, como ocorreu a transforma\u00e7\u00e3o de um ritual para um ato dramatizado e um festival folcl\u00f3rico. A autora traz refer\u00eancias hist\u00f3ricas de como antigamente os deuses desse povo eram cultuados em festivais, e como esse rito cultural se desenvolveu com o advento da modernidade. Ela comenta acerca da necessidade da rivalidade entre os bois e o qu\u00e3o importante \u00e9 escolher entre um dos lados durante o festival, para que a experi\u00eancia m\u00e1gica de \u201cbrincar de boi\u201d seja sentida em toda a sua amplitude. Por fim, apresenta ainda, a rela\u00e7\u00e3o e as motiva\u00e7\u00f5es entre as torcidas dos bois Garantido e Caprichoso, e a import\u00e2ncia que elas t\u00eam para a forma\u00e7\u00e3o do festival.<\/p>\n\n\n\n<p>Ficou interessado?<\/p>\n\n\n\n<p>Para saber mais sobre a obra, entre em contato com a Editora UEA atrav\u00e9s de nossas redes sociais. Estamos sempre presentes no nosso&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/ueaeditora\/?igshid=YmMyMTA2M2Y%3D\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Instagram<\/a>,&nbsp;<a href=\"https:\/\/twitter.com\/UEAeditora\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Twitter<\/a>&nbsp;e&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/ueaeditora\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Facebook<\/a>!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Neste m\u00eas de Carnaval, a Editora UEA apresenta, como recomenda\u00e7\u00e3o de leitura, o livro Rivalidade e Afei\u00e7\u00e3o: ritual e brincadeira no bumb\u00e1 de Parintins, escrito pela pesquisadora Maria Laura Viveiros de Castro Cavalcanti. 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